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Archive for Junho, 2010

por Paola Moraes

Ontem, eu estava passeando pelos canais da televisão aberta à procura de um programa legal para ouvir, enquanto escrevia uma matéria no computador. Eis que paro minha atenção ao início do programa “MTV Debate”. Pensei: “faz tempo que não vejo MTV Debate, vamos ver o que é hoje…”. A pergunta do programa era se as mulheres são objetos da mídia. Ok, uma discussão interessante. Decidi me ater ao canal.

Os convidados eram o diretor de arte da revista VIP, dois publicitários, uma psicóloga, o criador de um site chamado Antipropaganda e uma feminista. Claro, uma feminista. Quando as palavras mulher e objeto estão reunidas na mesma frase, sempre há uma feminista que levanta sua bandeira em prol dos seres oprimidos pela ditadura da beleza.

Vamos à discussão. Os tópicos de dicussão do programa foram os avisos de alteração digital, propostos por lei, em revistas e anúncios publicitários – as famosas “photoshopadas” em fotos – o crescente número de jovens com anorexia e bulimia, na tentativa de obter o corpo perfeito e a grande sexualização das mulheres para venda de carros, bebidas e todos os outros produtos que existem no mundo. Afinal, as mulheres são utilizadas até para vender cuecas.

A discussão ia muito bem até a feminista abrir a boca para dar argumentos rasos e universalistas. Segundo a entrevistada, nós, mulheres, somos forçadas pela mídia a sermos objetos. Não temos poder de escolha. Se a mídia põe a Mulher Melancia na capa da Playboy, então não nos resta outra escolha a não ser comer até que nossa bunda fique do tamanho da Europa – e com o relevo apresentado após a 2ª Guerra Mundial – para sermos desejadas pelos homens.

A querida ainda citou: “Quando mulheres são estupradas em baladas e vão prestar denuncia na delegacia, o delegado ou delegada olha para ela e diz ‘Mas também, olha sua roupa. Será que você não colaborou para que isso acontecesse? ’”. E ela completa: “A culpa não é da mulher estuprada, é da moda que dita as roupas que essa mulher deve usar”. Menos, né?! A culpa é do demente sexual que a estuprou! Ponto negativo para ela e para os supostos delegados. Porém, se formos além nesse argumento, será que Coco Channel defende micro-saias e decotes profundos? Acho que não. Há moda para todos os gostos. Você compra uma roupa, porque quer. Nenhum estilista lhe ameaça com uma tesoura no caixa da loja.

Mas a gota d’água, que me fez protestar no site do programa e mudar de canal foi a seguinte fala: “Hoje, você é obrigada a imprimir seios grandes. Não se encontra sutiãs em lojas que venham sem bolha ou bojo.”. Um entrevistado rebateu: “Como não?!”. Ela seguiu: “Cara, eu não acho!”. È… VOCÊ não acha. Às vezes, percebo que o feminismo é confundido com falta de feminilidade. Se você não quer ficar feminina e valorizar os seios, típicos de nosso gênero, então seja prática como um homem e vá a uma loja que tenha o sutiã que você quer. Qualquer lojinha de roupa intíma possui aqueles “sutiãs-de-vó”: beges, sem meia-taça, sem bojo e sem bolha – vulgo enchimento. Apenas um pedaço de tecido que reveste a parte íntima, como uma calcinha.

Uma vez, um garoto, pelo qual possuo grande afeição, me disse que odiava pessoas que levantavam bandeiras por seus ideais. Na hora, achei uma colocação acomodada. Todavia, acredito que, ultimamente, tenho entendido o que ele quis dizer. É ser contra pessoas radicais em suas colocações. Você pode lutar pela igualdade de direitos entre homens e mulheres, mas mulheres usam sutiãs e homens usam cuecas. Teorias frankfurtianas aplicadas às mulheres são simplistas demais. Se ser um objeto da mídia é algo tão ruim para o gênero feminino, por que, todos os dias, milhares de garotas se matam para ser o objeto da vez?

Tanto faz a reposta dada à pergunta do debate. Importo-me com bons argumentos de ambos os lados. Programas como esses são feitos para que você reflita e cresça com a munição de colocações opositoras. Não para se pasmar com argumentos prontos e fracos. Sou a favor do movimento feminista, mas, ontem à noite, ficou a desejar.

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Hoje recomendamos Karate para todo mundo. Mais que um esporte violento, mais que uma música do Babado Novo e Tenacious D, Karate é uma banda. O apelo musical deles é alto. Tida como uma banda americana de rock alternativo, Karate pode ter suas músicas caracterizadas como um blues que tende ao britsh rock com elementos pop. Apesar de muita gente não conhecer (inclusive eu, há pouco tempo), Karate é uma banda de 1993 que, infelizmente, já se desfez. Isso pelo fato de um dos integrantes ter desenvolvido problemas auditivos.

De acordo com a biografia da banda no site Last.fm, a biografia da banda é a seguinte:

• Karate (1996, Southern Records)
• In Place Of Real Insight (1997, Southern Records)
• The Bed is in the Ocean (1998, Southern Records)
• Unsolved (October 2000/March 2001, Southern Records)
• Some Boots (October 2002, Southern Records)
• Pockets (August 2004, Southern Records)
• 595 (October 2007, Southern Records)

Quem quiser curtir as influências do Jazz e pós-rock nessa banda de Boston, pode clicar no áudio abaixo. Como todas minhas últimas recomendações, Karate pode ter um conteúdo muito profundo e que nós leva a uma viagem dentro de nossos pensamentos.

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por Pedro Rosa

Esse fim de semana me mandaram um vídeo que era a minha cara. (¬¬)

Eu gosto muito de metal, progressivo, black metal e outros sons pesados de bandas como DreamTheater, Sinphony X, Tankard, Iron Maiden (tá, não é tão pesado), etc, que fazem seu cérebro doer só de ouvir a música.
Fico imaginando pessoas que são metaleiros e a fins, criando família e levando seus estilos de vida ao mesmo tempo. Caras pintadas, guitarras distorcidas e um bebê de tira-colo. Na minha mente não combina, até o momento de me mandarem esse vídeo. Minha concepção mudou totalmente. Acho legal pais que ensinam ao seus filhos o sinal de metal com a mão ( |_ _| ).

Detalhe para a menininha no final, toda bonitinha e curtindo um rock pauleira.

( Não há apologia ao satanismo ou anti-cristianismo nesse post)

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por Leonardo Caruso

O jornalista Paulo Briguet, que assina o blog Com o perdão da palavra, no site do Jornal de Londrina, estará paticipando do segundo “Café Intercom”, amanhã (29/06) na Livraria Porto do Shopping Catuaí. O tema a será crônica jornalística e o início está marcado para às 18h. Entrada franca.

Da Agência UEL.

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Por Beto Carlomagno

Kill Bill

Nesses últimos dias a nostalgia de alguns anos atrás tem tomado meu corpo, tenho tido vontade de rever alguns filmes que gosto muito e tenho ouvido músicas que marcaram alguns anos da minha adolescência e início da vida adulta. Por isso, na Sessão de Domingo dessa semana vou indicar um clássico recente na minha humilde opinião, o favorito desse que vos escreve, Kill Bill, do excelente Quentin Tarantino, meu diretor favorito.

Para começar, tenho que deixar claro, o filme na verdade são dois. Explico: ao início das filmagens os produtores notaram que o roteiro era maior que o esperado por eles e como nada poderia ficar de fora do filme resolveram dividi-lo em duas partes: Kill Bill Vol. 1 estreou em outubro de 2003 nos EUA e sua segunda parte – Kill Bill Vol. 2 – chegou aos cinemas norte americanos em abril de 2004, exatamente seis meses depois. Como Tarantino é sempre maltratado pelos cinemas brasileiros, só vimos a primeira parte por aqui em abril de 2004, com a segunda estreando em outubro do mesmo ano, mantendo os seis meses de intervalo entre um filme e outro.

A história de Kill Bill segue a vingança de uma mulher, conhecida no primeiro filme como A Noiva (Uma Thurman), machucada física e emocionalmente. Ela, uma assassina profissional, é traída pelos seus parceiros de crime, o grupo DiVAs (Deadly Viper Assassination Squad, ou em português, Esquadrão da Morte Víboras Mortais) e por seu chefe, mentor e grande paixão, Bill (David Carradine, ator que foi encontrado morto no ano passado em um quarto de hotel). No dia de seu casamento ela presencia a chacina de todos os seus convidados, de seu futuro marido, do pastor e até do músico, antes de ser espancada por seus ex-parceiros, tudo isso grávida claro, para em seguida levar uma bala na cabeça disparada pelo próprio Bill, enquanto ele diz um dos clássicos diálogos que só poderiam sair da cabeça de Tarantino, algo do tipo: “Você deve achar que sou sádico agora, mas te garanto que estou sendo masoquista”. Incrivelmente ela sobrevive e depois de quatro anos em coma ela acorda sedenta por vingança e decidi ir atrás de cada um dos participantes do ocorrido naquela capela no Texas.

Os eventos do filme são contados por meio de capítulos que não respeitam uma linearidade, mas, graças à destreza na direção de Tarantino, em nenhum momento sentimos qualquer furo na história, qualquer ponta desamarrada, ele vai e vem o tempo todo, sem estragar futuras surpresas ou revelar o que pretende. Tudo muito bem costurado com os diálogos primorosos habituais do diretor e cenas de ação incrivelmente bem realizadas, de uma veracidade e brutalidade que só Tarantino sabe fazer. Seus fãs, acostumados com suas maluquices visuais e seu apreço pela violência se sentirão em casa, mas o espectador desavisado, que pouco ou nada conhece do diretor pode sentir certa estranheza e até certo incômodo. Além do comum em sua obra, Tarantino apela para o exagero proposital como meio de criar visualmente uma homenagem aos seus estilos cinematográficos favoritos, como os filmes de artes marciais orientais, os westerns spaghettis, o trash e até os animes orientais – no meio do primeiro volume o diretor inseriu um anime que serve para explicar a origem de uma das assassinas do DiVAs, O-Ren Ishii, personagem de Lucy Liu). Some a tudo isso uma interpretação primorosa de Uma Thurman como A Noiva (The Bride), cujo nome verdadeiro só é revelado no segundo volume (se quiser descobrir, assista), David Carradine saindo do ostracismo para fazer o melhor papel de sua carreira desde a séria Kung Fu, e também seu último papel de destaque. Carradine inclusive protagoniza no segundo volume uma cena excelente em que cria toda uma metáfora envolvendo o Superman que é primorosa, cujo diálogo só poderia sair da cabeça de alguém como Tarantino.

Além disso, Tarantino cria pequenas pérolas em cenas que já entraram para a história do cinema – o enterro d’A Noiva viva, também no segundo volume, é de uma angústia antes nunca presenciada no cinema. Quem teve o privilégio de assistir ao filme no cinema como eu, entende o que digo. Nesse momento, a tela fica toda escura, o que faz com que a sala fique na penumbra, e o diretor se vale apenas do som da respiração para demonstrar o desespero daquela mulher que foi enterrada viva e deixada ali para morrer. Ainda temos a sensacional luta d’A Noiva com os 88 Crazies, os capangas de O-Ren Ishii, no volume um. Coreografada primorosamente pelo mesmo coreógrafo que cuidou das lutas de Matrix, mas aqui com uma veracidade e crueza típicas do diretor.  Quem também ressurge direto dos filmes B é Daryl Hannah. Sua personagem, Elle Driver, uma das assassinas do DiVAs, tem motivos a mais para querer acabar com A Noiva, e ela deixa isso bem claro desde sua primeira aparição na tela, tanto que o encontro das duas é um evento tão esperado no filme quanto o próprio embate entre A Noiva e Bill.

Bom, vou parar por aqui, porque se eu continuar, daqui a pouco estarei comentando cada cena, cada diálogo.  Só digo uma coisa, veja o filme, é sem dúvida uma obra-prima contemporânea e que merece ser visto e revisto.

Ah, os filmes ainda trazem uma incrível trilha sonora, marca registrada do diretor – destaque para a música “Baby Shot Me Down” de Nancy Sinatra, responsável por conduzir os créditos iniciais do filme.

*Beto Carlomagno é estudante do terceiro ano de Jornalismo da UEL. Além da coluna “Sessão de Domingo” ele assina o blog http://behindthescenes-takes.blogspot.com/

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Por Daniela Brisola

De um jeito diferente

Fuçar em blogs de moda, um passatempo que não fico um dia sem. Cada dia acho um novo que retrata a moda de um jeito diferente. Acho interessante saber como um tema pode ter tantas vertentes. Gosto mais dos nacionais, eles trazem uma moda mais pé no chão, mais acessível, mas também não deixo de me divertir com alguns internacionais. O blog Jak & Jil faz parte dos meus favoritos, mas quase nunca acesso. No entanto, toda vez que entro vejo cada coisa. O blog é voltado para o street style, o que as pessoas da alta sociedade européia e norte-americana usam pelas ruas. A criatividade dessas pessoas vai longe, viu. Dêem uma olhada:


Acreditem se quiser, esse povo sai às ruas com essas peças. Estilo. Entendo, mas qual o limite para o bom senso e o conforto?! Isso cada um responde para si mesmo.

*Daniela Brisola é estudante do terceiro ano de Jornalismo da UEL. Além da coluna “sou chique, benhê” ela assina o blog de moda Fútil&Útil

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Frase da Semana

por Lígia Zampar

Quando o Julio Baptista chutar uma bola em direção à câmera, vocês vão levantar a mão, porque a sensação é de que a bola vem em direção de você”

Raymundo Barros, diretor de engenharia da TV Globo em São Paulo. sobre a transmissão em 3D do jogo do Brasil ao vivo.

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