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Archive for the ‘sessão de domingo’ Category

A Sessão de Domingo está de volta, depois de uma boa pausa. De agora até o final do semestre postarei um filme por semana naquele mesmo esquema de antigamente, só que dessa vez, sempre que possível, darei preferência para as estreias da semana nos cinemas de Londrina. Por isso, essa semana falarei de Super 8, o filme mais recente de J.J. Abrams, um dos criadores de Lost e diretor de Missão: Impossível 3 e Star Trek. Super 8 é, antes de mais nada, uma grande homenagem aos filmes dos anos 70 e 80, em especial produções de Steven Spielberg (que também serve como produtor desse filme) como ET, Contatos Imediatos de Terceiro Grau e até um pouco de Tubarão. Isso fica ainda mais claro quando o logo da Amblin, produtora responsável pelos filmes citados de Spielberg, surge na tela logo no início da projeção.

Super 8 acompanha um grupo de crianças tentando produzir um filme em 1979 utilizando uma câmera super 8 (daí o nome do filme claro). Em uma noite, durante a gravação de uma cena em uma pequena estação, eles presenciam um acidente gigantesco envolvendo um carro e um trem. Claro que os problemas das crianças não param por ai, já que eles descobrem que o trem estava carregando uma criatura e que tudo isso tem alguma ligação como governo, já que, quase imediatamente, o exército toma a cidade. Além disso, nos dias que se passam, pessoas começam a desaparecer. Nesse momento eles decidem que tentarão descobrir o que está acontecendo de verdade e, como naquelas aventuras do passado, eles não podem contar com os adultos, que não acreditam no que eles dizem.

O roteiro escrito pelo próprio Abrams é como um passeio no passado, é como se fôssemos crianças novamente e estivéssemos diante da TV vendo mais uma reprise daqueles clássicos da Sessão da Tarde que nos faziam tão feliz quando pequenos. Nostalgia pura. Só ajuda o fato de Abrams ter conseguido um grupo de atores mirins incrível. Destaque para Joel Courtney (Joe), que por mais incrível que pareça faz em Super 8 sua estreia no cinema, e Elle Fanning (Alice), irmã mais nova de Dakota Fanning que mostra que talento é coisa de família. Os dois nos entregam interpretações fortes e realistas carregadas de emoção e aquela inocência das crianças dos anos 70.

Super 8 se destaca também pelo suspense,  que lembra muito o estilo de Cloverfield, filme de monstro produzido por Abrams em 2008, e pela ação muito bem realizada. O acidente do início com o trem é de deixar qualquer um boquiaberto. Além disso, a trilha sonora no ponto feita por Michael Giacchino apenas contribui para a nostalgia e para que Super 8 já nasça clássico, título que merece apenas por nos fazer voltar um pouco a nossa infância e inocência. Ah, e não perca o tão aguardado filme feito pelos protagonistas, uma história ótima de zumbis que é exibida durante os créditos finais.

Trailer:

Serviço:

Programação do filme Super 8 em Londrina.
Classificacao: 12 ANOS

Local: Cine Araújo, Multiplex Catuaí Shopping
Programação: 
Sala 2, de 12/08 a 18/08
Dublado
Sábado e Domingo 14h00 / 16:h15 / 18h30 / 20h45
Sexta, Segunda e Quarta 16h15  / 18h30 / 20h45
Terça e Quinte 16h00 / 20h15

Sala 4 de 12/08 a 18/08
Dublado
Sexta, Sábado, Domingo, Segunda e Quarta 15h00 / 17h15 / 19h30 / 21h45
Terça e Quinta 17h00 / 19h15 / 21h30

Local: Royal Plaza Shopping, Cinemas Lumière
Programação:
Sala 2 de 12/08 a 18/08
Dublado
Diariamente 14h10 / 16h30 / 18h50 / 21h10

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Por Beto Carlomagno

Como Treinar o Seu Dragão (How To Train Your Dragon, 2010)

 

Há tempos ouvia falar de Como Treinar o Seu Dragão, sempre sendo elogiado pela grande maioria. Nesse fim de semana pude, finalmente, conferir o filme e digo: é uma ótima animação, com pontos fortes, mas, ainda assim, longe da qualidade Pixar de profundidade de texto – mesmo com a Dreamworks investindo um pouco mais na história.

Como Treinar o Seu Dragão acompanha a história de Soluço (Jay Baruchel), um garoto viking que não tem nada em comum com o resto de sua aldeia. Ele é magro, quase raquítico, e todo atrapalhado, sempre que tenta fazer algo, as coisas saem errado. Além disso, em sua vila, todos são exímios matadores de dragão, algo que Soluço também não é. Em uma noite, durante um ataque dessas criaturas, Soluço acaba acertando um Fúria da Noite, o tipo de dragão mais temido por todos. Quando sai para tentar matar o dragão e voltar como herói para a sua vila e, principalmente, para seu pai, Soluço percebe que não consegue fazer isso e descobre que os dragões não são criaturas tão ruins quanto todos pensam. Com o tempo que passa junto do Fúria da Noite, Soluço aprende como lidar com essas criaturas e domá-las.

 

Ta aí, essa é a sinopse do filme, que pode não ser a mais criativa e genial, mas ainda assim nos proporciona um filme decente. O filme ganha o espectador por sua simpatia. Os personagens são engraçados no ponto, sem forçar, e duvido que alguém não se identifique com a batalha constante do personagem por tentar agradar o pai, decepcionado por o filho não ser quem ele gostaria que ele fosse, ou até mesmo por não ser uma cópia do próprio. Além disso, os coadjuvantes tornam a experiência de ver o filme ainda mais divertida, em especial o gordinho nerd que sabe de tudo sobre cada tipo de dragão.

 

Outro mérito de Como Treinar o Seu Dragão é o seu visual. A Dreamworks sempre capricha nesse quesito. Os personagens, mesmo caricatos, são extremamente bem feitos, as paisagens são perfeitas e de extremo realismo – reparem nas cenas que envolvem água, seu movimento e textura – e os dragões, divididos em várias espécies, cada uma com suas características e especificações. Realmente um belo trabalho da equipe de animação e criação. O filme ainda me surpreendeu pela coragem do final, que achei ousado para o tipo de produção e que ajuda a consolidar o que o filme pregou durante toda a sua projeção: o diferente não é errado e nem ruim, apenas é diferente.

 

Como dito no início, o filme pode não ser um padrão de qualidade Pixar, mas atinge bem o público pretendido e mostra que a Dreamworks tem cacife para tentar produzir coisas melhores a cada ano. E que venha a continuação, confirmada para 2013.

 



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Por Beto Carlomagno

A Hora do Pesadelo (A Nightmare On Elm Street, 2010)

Sempre gostei do Freddy Krueger. O personagem criado por Wes Craven em 1984 sempre foi um “fanfarrão”, como diria Capitão Nascimento – perdão pela palavra, mas não consegui achar outra que descrevesse o personagem melhor. Ele gostava de tornar o processo que levava à morte de sua vítima o mais divertido possível para ele e o mais aterrorizante possível para ela. Krueger se tornou um dos vilões mais famosos no fim dos anos 80 e início dos anos 90, e chegou a dividir um filme com seu principal “rival” de gênero: Jason, em 2003. Mas como tudo em Hollywood só precisa de tempo, o personagem voltou às telas esse ano em um “remake-reboot” da franquia comandado pelo mesmo estúdio que nos trouxe as novas versões de O Massacre da Serra Elétrica, Sexta-Feira 13 e A Morte Pede Carona.

O novo A Hora do Pesadelo, como dito, meio que reinicia a franquia. A trama acompanha um grupo de jovens que vivem na Rua Elm. Eles começam a ter o mesmo sonho sobre um cara deformado que vêm atrás deles e quer matá-los. Quando começam a morrer, um a um, eles decidem investigar o que está acontecendo e descobrem sobre Freddy Krueger. Esse fio de história é, para os roteiristas, produtores e diretor, o essencial para guiar o filme entre uma morte e outra durante uma hora e meia de projeção. Tudo bem, você pode argumentar que quem assiste a um desses filmes quer apenas ver as mortes e levar sustos. Pois até nisso a nova produção fracassa. A matança é sem qualquer criatividade, os sustos são previsíveis e em nenhum momento o potencial de se ter um assassino no mundo dos sonhos é utilizado.

O diretor iniciante, Samuel Bayer, mais conhecido por dirigir videoclipes, também não tem pulso para a direção de atores, além de não ser ajudado pelo roteiro. Não conseguimos criar qualquer empatia com aqueles personagens, não sentimos em nenhum momento do filme pena ou tristeza por suas mortes, que como dito, são previsíveis. O filme é tão fraco que até mesmo a ordem das mortes é conhecida de antemão (um problema encontrado também no novo Sexta-Feira 13, como eu e a Lígia Zampar estávamos discutindo esses dias). Outro problema é a pressa que permeia a produção, os personagens parecem adivinhar as causas. Depois de apenas uma morte eles já têm noção de que não devem dormir.

Jackie Earle Haley, o novo intérprete do assassino, até que se esforça para torná-lo um bom personagem, mas as mudanças feitas em sua forma de agir e ser também comprometem esse ícone do cinema de terror. E, mesmo com o esforço de Haley, achei uma grande injustiça não trazerem Robert Englund de volta ao personagem que o imortalizou e que ele ajudou a tornar imortal na história do cinema. A maquiagem do personagem é muito bem feita nesse novo filme, o aproximando ainda mais da aparência de um homem queimado. Além disso, o filme possui bons efeitos especiais. Mas nada disso segura uma produção atualmente.

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Por Beto Carlomagno

MacGruber (Corram Que o Agente Voltou, 2010)

Tenho que dizer que o filme foi uma surpresa, melhor que o esperado. MacGruber, o filme, é a adaptação da sketch de mesmo nome do programa Saturday Night Live (SNL). A sketch foi criada, em 2007, como uma forma de parodiar principalmente o antigo seriado de sucesso MacGyver, o filme segue com essa intenção e ainda aproveita para fazer graça com o gênero de ação, principalmente com aqueles filmes do final dos anos 80, início dos 90, que eram protagonizados pelos brutamontes como Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger e companhia.

A trama do filme nos apresenta MacGruber (Will Forte) em uma espécie de retiro depois de sua suposta morte. Ele é recrutado como a única esperança de impedir que o vilão Cunth, interpretado por um caricato Val Kilmer, use uma ogiva nuclear roubada. Na própria sinopse você já nota uma semelhança com aqueles filmes produzidos nas décadas passadas. Não há nada rebuscado, apenas um cara fodão tentando impedir um desastre de proporções gigantescas.

E as referências não param ai. Temos a formação da equipe, os problemas pessoais do personagem principal com o vilão, o romance, as cenas de ação repletas de explosões, ou seja, tudo muito clichê. O que difere o filme daquelas produções é a comédia descarada. Will Forte está hilário como o personagem título. Kristen Wiig, como a ajudante de MacGruber e interesse amoroso, também é responsável por parte dos melhores momentos do filme, como a cena do Café, impossível de não rir. Já Ryan Phillippe se esforça, mas não chega a ser tão engraçado, está ali apenas como o cara sério e responsável. Jorma Taccone, escritor das sketchs junto com Forte, estreia na direção de longas de forma segura e competente.

Enfim, o filme é uma boa opção para quem gosta de comédias de ação e de paródias, mas paródias diferentes do estilo Todo Mundo em Pânico, que recria as cenas praticamente da mesma forma dos filmes parodiados. MacGruber é mais para uma paródia do gênero que se vale de elementos reconhecíveis, mas não propriamente do todo. Quem quiser ver o filme vai ter que esperar um pouco, já que com o fracasso de bilheteria nos EUA, ele tem previsão para ser lançado diretamente em DVD aqui no Brasil em outubro.

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Por Beto Carlomagno

Resident Evil 4: Recomeço (Resident Evil: Afterlife)

Ontem fui ver a quarta parte da franquia Resident Evil nos cinemas. Os filmes são adaptações dos jogos de sucesso da Capcom. E por adaptações, entendam que aqui apenas alguns pontos são utilizados para manter a mínima ligação entre um e outro, são alguns personagens, alguns monstros e é só. A história, desde o primeiro filme, tende a traçar novos caminhos para a série. Entre todos, o filme que mais se aproximou de um dos games foi o segundo, Apocalipse, que inclusive trazia uma Jill Valentine perfeita. Mas, ainda assim consigo adorar a franquia. E isso é possível se você souber deixar de lado essa birra por adaptações que existe, e encarar o filme como uma obra isolada de ação.

Resident Evil: Afterlife continua de onde parou o terceiro filme da franquia (Extiction). Os sobreviventes, liderados por Claire Redfield (Ali Larter), partiram para um lugar no Alasca que dizem ser livre de contaminação. Enquanto isso, Alice (Milla Jovovich) continua sua luta em busca de vingança contra a Umbrella, corporação responsável pelos eventos do primeiro filme que desencadearam na destruição quase que completa do mundo. Esse pequeno fio de roteiro é o que basta para que Paul W. S. Anderson – diretor do primeiro filme e roteirista e produtor dos outros, que agora volta à direção –, crie seu espetáculo. Não estamos falando de nenhuma obra shakespeariana, e o diretor e o elenco sabem disso. Aqui ninguém quer diálogos rebuscados, filosofias, o negócio aqui é disparar frases de efeito e detonar nas cenas de ação, o que eles fazem com louvor.

Nesse Resident Evil a escala é maior, a ação é global e ininterrupta. O filme já começa vertiginoso e você percebe ali a tendência. Anderson conduz o filme de forma que cenas de ação impactantes tomem conta da tela o tempo todo. É impossível não se deliciar e se divertir com a pancadaria. Inclusive o elenco se diverte. Você nota que eles gostam do que estão fazendo e que aquilo não é apenas um trabalho, é diversão, principalmente para Milla. Desde o primeiro filme ela vem se estabelecendo como uma mulher de filmes de ação. Ela adora poder encarnar a fodona que não tem medo de ninguém e está ali para acabar com todo mundo, o que faz com a leveza, estilo e beleza costumeira.

E se você acha que tudo termina aqui, não conte com isso. Além do título nacional, péssimo por sinal, a história indica que teremos mais Resident Evils por ai. O gancho no final do filme é claro, mas não vou contar o que acontece para não estragar a surpresa, apesar de já estar por toda a internet. Sobre o 3D, não tive oportunidade de conferir, já que na minha linda cidade (NOT) a única sessão em 3D e legendado é às 22 horas, e me recuso a ver filmes dublados, o que dificulta para um pobre coitado sem carro como eu. Pelo que andei lendo, o uso do 3D é excelente, teve crítico que disse que esse filme é o melhor exemplar do que se pode fazer com o formato até agora, superando inclusive o superestimado Avatar.

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Por Beto Carlomagno

Apenas Uma Vez (Once, 2006)

 

Nesse fim de semana resolvi que vou ver todos os filmes que o livro 1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer indica, ou pelo menos tentar, leve o tempo que levar. Olhando a lista, fui marcando os que eu já havia visto e me deparei com o filme tema desse post na lista. Como eu o tinha em casa resolvi ver ontem mesmo, e, ao final, a única pergunta que me vinha à cabeça era: “porque demorei tanto para ver esse filme?”.

Apenas Uma Vez, um pequeno filme Irlandês de 2006, acompanha um homem (Glen Hansard), que trabalha com o pai em uma loja de aspiradores e, no seu tempo livre, toca na rua a troco de pequenas quantias que recebe dos transeuntes; e uma mulher tcheca (Markéta Irglová), que vive em Dublin, e vende rosas nas ruas para sustentar a família. Além disso, ela é uma pianista que, sem condições para ter seu próprio piano, toca durantes seus intervalos para o almoço em uma loja de instrumentos. A paixão pela música aproxima os dois e o tempo – e insistência dela – faz com que criem um forte laço de amizade e até romance, além de uma parceria musical.

A história não é rebuscada e nem cheia de reviravoltas. É um roteiro simples, porém bem escrito, que é conduzido com maestria pelo diretor John Carney e que se transforma em uma das mais belas histórias já contadas no cinema graças às belas músicas que conduzem o filme. Apenas Uma Vez pode ser considerado um musical, mas não divide em nada o histerismo e a cara de superprodução que a maioria do gênero apresenta. Em alguns momentos o filme se aproxima do tom documental, fazendo com que pareça quase um pequeno documentário feito durante a gravação de um álbum ou de uma turnê. O diretor e o diretor de fotografia se valem da câmera na mão durante toda a produção para criam uma proximidade do espectador com o filme, tornando quase íntimo. O filme é praticamente um registro caseiro da rotina dessas duas figuras interessantíssimas.

Apenas Uma Vez ganha sua audiência já logo na primeira cena, mostrando a incrível habilidade do protagonista com seu violão e sua incrível voz. E não dá para não falar das belas letras compostas para o filme. As canções falam sobre amor e decepção de uma forma bela e comovente. Desafio qualquer pessoa a não se emocionar com esse filme. E a produção só ganha com o fato dos protagonistas serem os verdadeiros compositores e cantores. O filme levou o Oscar em 2008 de melhor canção para a música Falling Slowly, sem dúvidas a mais bela do filme e que acompanha um dos mais tocantes momentos da produção. A dupla também tem feito shows como parte da promoção de um álbum lançado pelos dois na época do filme, The Swell Season. Eles passaram pelo Brasil agora em agosto, com pequenos shows em São Paulo e no Rio.

 

p.s. Esse post foi escrito ao som da ótima trilha sonora do filme que inclui todas as belas músicas cantadas pela dupla na produção. Fica a dica, veja o filme e ouça a trilha.

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por Beto Carlomagno

(The Girl With The Dragon Tattoo nos EUA e Män Som Hatar Kvinnor na Suécia)

Finalmente consegui ver o tão falado filme sueco Os Homens que não Amavam as Mulheres, adaptação do primeiro livro da trilogia Millenium, escrito por Stieg Larsson, e que é sucesso no mundo todo. O filme, assim como o livro, acompanha a história de um jornalista investigativo, Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist), que acaba de ser condenado por difamação contra um grande empresário sueco. Ele teria forjado todo o material e as provas presentes em sua matéria, publicada pela revista fictícia Millenium (daí o nome da série de livros). Seu último trabalho, antes de ser preso, é investigar um desaparecimento de mais de quarenta anos de uma mulher, Harriet, sobrinha do homem que o contrata, em uma pequena vila no norte da Suécia.

Os Homens que não Amavam as Mulheres

Quando Mikael se vê em um beco sem saída em sua investigação, ele recebe a ajuda inesperada de uma das poucas pessoas que acredita na sua inocência, Lisbeth Salander (Noomi Rapace), uma hacker que foi contratada para pesquisar e descobrir o máximo possível sobre a sua vida antes de ele ser contratado para o trabalho. Mesmo depois de entregar sua pesquisa sobre Mikael, Lisbeth continua a acompanhar a vida do jornalista de longe, com uma pequena obsessão por seus atos. Os dois então se juntam para tentar solucionar o caso de desaparecimento.

O filme, considerado por muitos como um exemplar de cinema alternativo, tem essa designação apenas pelo fato de não chegar ao grande público, já que a produção usa e abusa do estilo hollywoodiano de se fazer cinema. Todas as características usadas em produções do cinemão norte-americano de suspense estão presentes na obra, mas isso, claro, se deve também à obra em que se baseia, um livro escrito como um roteiro de um thriller. Não que o filme seja ruim, longe disso, mas é pouco original. O suspense é até interessante e as reviravoltas, constantes nesse tipo de obra, chegam a dar um ânimo ao filme, mas ele não chega a ir além. Outros clichês do gênero, como os personagens dúbios e o incômodo gerado pelo avanço da investigação também estão presentes na produção, que acaba perdendo um pouco da força pela sua longa duração, mais de duas horas e meia – e essa ainda é a versão reduzida, a lançada na Suécia tinha três horas de duração.

Um ponto unânime é o elenco. Michael Nyqvist está convincente no papel do jornalista, mas sem dúvidas que rouba a cena é Noomi Rapace. A intérprete de Lisbeth passa força e sofrimento que vão além de seu visual exagerado e até assustador em alguns momentos. É interessante a construção feita na personagem, que assume traços de uma anti-heroína fadada ao sofrimento, mas disposta a revidar sempre. Ao fim da produção, fica a curiosidade para saber mais da vida da moça, que não é muito bem detalhada na produção. Espero que as próximas partes da série tragam um pouco mais sobre essa grande personagem. O próximo filme, A Menina que Brincava com Fogo, segunda parte da trilogia, tem estreia marcada para outubro aqui no Brasil. Enquanto isso, a título de curiosidade, a primeira parte, Os Homens que não Amavam as Mulheres, ganhará um remake norte-americano no ano que vem. A produção será dirigida pelo ótimo David Fincher (Clube da Luta e O Curioso Caso de Benjamin Button) e terá Daniel Craig (007) no papel do jornalista e a Rooney Mara no papel da hacker Lisbeth. Acredito que um ótimo filme será feito, já que Fincher é conhecido pelas suas grandes produções, além de ter dirigido o ótimo Seven, um dos melhores filmes de suspense já feito.

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