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Por Beto Carlomagno

Alice no País das Maravilhas (Alice In Wonderland)

Para quem gosta da estética e da maneira Burton de fazer cinema, Alice no País das Maravilhas é obrigatório. Para quem não curte muito e está procurando por uma história mais envolvente, pode ser que não se encontre muito no filme. Não que ele não seja bom, e nem que sua história seja ruim, ela só não traz nada novo e fica claro que o destaque, o carro chefe da produção, foi o visual.

Quando foi divulgado que Tim Burton, o homem por trás de grandes filmes e obras visualmente estranhas e ao mesmo tempo lindas, dirigiria uma versão de Alice no País das Maravilhas, as expectativas foram lá em cima. E ele não nos desaponta. Burton nos apresenta a uma história um pouco diferente da conhecida. Ele mescla os dois livros de Lewis Carrol, Alice no País das Maravilhas e Alice no País do Espelho, para sair com algo novo.

No filme, Alice (Mia Wasikowska) está com 19 anos e prestes a receber um pedido de casamento. Ela não se lembra de ter estado em Wonderland, para ela tudo não passa de um pesadelo que a acompanha durante toda a sua vida. Durante sua festa de noivado, Alice persegue o coelho branco que acaba a levando de volta a Wonderland. O papel de Alice agora é derrotar a Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter) para que a Rainha Branca (Anne Hathaway) possa assumir o trono de Wonderland. Para isso ela vai contar com a ajuda de seus antigos amigos – mesmo que ela não se lembre de nenhum deles – conhecidos na viagem anterior.

Agora vamos nos dedicar ao que realmente interessa: a produção. O filme de Burton é um dos filmes mais belos já realizado. Sua Wonderland é visualmente incrível. Cada cenário, planta, personagem, figurino. Tudo é destaque e cada novidade apresentada na tela enche os olhos do espectador e realmente parece um sonho. O 3D foi utilizado de maneira primorosa. Aqui, não é necessário que nada saia da tela em direção ao espectador para que você note a profundidade. Tudo parece estar dentro da sala de cinema junto com você, a todo tempo parece que você pode caminhar em direção a tela. Essa é o mais perfeito exemplo de uso da tecnologia a favor do filme e com consciência.

Outro destaque da produção são alguns atores. Johnny Depp, como sempre, entrega sua esquisitice nas mãos do diretor é o resultado é sempre gostoso de assistir. Outra que não tem medo de ser freak é Helena Bonham Carter, que faz uma Rainha Vermelha exagerada, mas divertidíssima. São dela algumas das melhores falas do filme. Outro que rouba a cena é o gato. O personagem de Stephen Fry surge e ganha o espectador. Ele é divertido, encantador e sabe o momento certo de se destacar como herói. Anne Hathaway nasceu para ser a Rainha Branca. Tudo nela grita delicadeza e bondade, seus gestos e seu visual a deixam como uma boneca de porcelana. Já a trilha inconfundível de Danny Elfman, sempre presente também nas produções do diretor, conduz a história com leveza e sensibilidade. Tudo é parte do estilo Burton de produção. O estilo sombrio do diretor também está presente. Veja, mas veja em 3D porque realmente merece.

Só um adicional. Ouçam a trilha sonora do filme, Almost Alice. Ela vem cheia de artistas no mínimo diferentes entre si, mas que ao todo compõem uma ótima trilha.

*Beto Carlomagno é estudante do terceiro ano de jornalismo e assina um blog sobre cinema.

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