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Posts Tagged ‘almoço’

por Lígia Zampar

Do Londrix

Por iniciativa de um grupo de alunos, está sendo realizada uma pesquisa que visa verificar o número de pessoas interessadas pelo cardápio vegetariano no Restaurante Universitário – o RU – da Universidade Estadual de Londrina.

De acordo com os estudantes Darcio Constante e Pedro Henrique Desidério, o levantamento já está sendo realizado entre docentes e alunos, mas pretende abranger todos que frequentam a UEL.

A maior dificuldade é aplicar os questionários entre os funcionários técnico-administrativos da instituição.Desta forma eles pretendem permanecer nesta segunda e terça-feira (12 e 13) na praça do RU, no horário do almoço e do jantar, com o objetivo de fazer chegar o questionário a todos os interessados, inclusive àqueles que não estavam em sala quando a pesquisa foi realizada.

O questionário distribuído pelos pesquisadores traz questões como a necessidade em se ter uma opção vegetariana e a frequência no RU com ou sem a opção vegetariana.

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Por Fernanda Cavassana

Definitivamente, eu e hospital não combinamos!

Fujo, sempre. Odeio tomar remédios, odeio ter que ficar olhando pra cara de dó de médico. Porque o difícil é eu ir lá sem ter nada.

Apesar de que, ontem eu fui. Passar uma tarde toda no HU fazendo entrevistas.

Primeira entrevista e pauta: serviço voluntário. Fonte:  uma paciente internada.

– Você tem contato com os prestadores de serviço voluntário aqui no hospital?

-Não.

(minha cara no chão e já me perco nas perguntas que viriam depois, lógico que na espera de um sim)

-O Sr que está na sua frente é um, sabia?

-É? Mas eu só vi ele hoje.

Não consegui extrair mais nada dela. Aliás, não consegui nenhum outro entrevistado. Uhul!

Entre essa e a outra entrevista, que tal doar sangue?

Meu tipo é o O positivo, ótimo: doador universal e o hemocentro feliz em recebê-lo.

Mas não deu. Fui furada mais vezes que o necessário, estou com escassez de hemoglobina no sangue, se eu doar pode me fazer falta. Resultado: fui impedida pelo médico de realizar a doação. Minha cara é recolocada no chão e eu sou chamada de pré-anêmica. Rá. Eu gosto de doar sangue pó, me deixa salvar alguma vida?

Minha colega de estágio, de blog, e de torcida pro Bauru Basquete, doa sangue e eu aguardo, formulando pauta. Essa última tinha que rolar, e ia ser tudo bonitinho.

Até que foi. Conseguimos entrevistar a enfermeira – que por sinal cuidou antes da querida Lígia que passou mal depois da doação, sem nenhum problema. Talvez, meu tropeço e tombo no departamento, na frente de algumas pessoas, possa ser outro indício de azar. Mas que culpa eu tenho se tinha um ressalto ali, bem alto por sinal. Sorte que o balcão da secretária estava ali e impediu que minha cara fosse ao chão pela terceira vez.

Tá, nisso até que eu tenho sorte. Quase nunca caio. Tropeço, confesso. Mas tombo mesmo só alguns, e com platéia (lógico).

Acho que o azar ultimamente tem andado com o meu contato com os hospitais. Ano passado consegui a proeza de fechar o CECA com uma sinusite e com a pressa de um médico.

Ah, preciso lembrar a façanha de sexta passada, quando fui parar no Hospital das Clínicas com um espinho GIGANTE de peixe na garganta. Chega! Azar eu tenho sempre e minhas histórias – piadas pra quem ouve ou lê – dariam muitas algumas crônicas. Deixo só essas para a quarta de hoje.

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  Por Fernanda Cavassana

Não que alguém vá passar fome se só puder comer o que ela cozinhar, isso também já seria exagero. Mas é que minha avó é prendada demais, tem aqueles vários cadernos e livros de receitas, tem segredos próprios, tem a manha. Assim, não dá pra comparar.

Acho que o fato de minha mãe não ter tanta intimidade com o fogão é conseqüência. Ela nunca foi obrigada a cozinhar, sabe o básico. Já minha avó, não. Com dez anos de idade, já estava à beira do fogão mexendo as panelas, cuidando da irmã mais nova enquanto sua mãe ajudava o pai na roça. Desde novinha, sempre ali, fazendo o almoço e/ou janta da casa. E ainda continua assim. É a cozinheira da casa, e mora com minha mãe.

 Há aqueles que tem talento, há sim as escolas e cursos de gastronomia, o que não podemos afirmar é que o “dom” para cozinhar é fator genético. As técnicas culinárias fabulosas de minha avó não chegaram a minha mãe, nem a mim, por meio do sangue. O que eu sei, é que só uma coisa é certa: para se tornar bom de fogão, a prática é necessária. Prática: o que minha avó tem de sobra, e o que mais falta à minha mãe.

Eu, iniciando meu terceiro ano longe da casa dos meus pais, já tenho mais tempo de independência culinária no fogão que dona Regina, minha mãe. Mas graças ao Restaurante Universitário – RU (para aqueles que fizeram careta ao ler isso: sim, gosto de lá e como no local diariamente), a comodidade me afasta da ação de cozinhar. Portanto, se não sou boa de cozinha – como mamãe, é porque tenho melhores opções. 

Frito ovos, faço macarrão, bifes e alguns pedaços de frango. Bolos, eu acerto os bolos! E, de vez em quando, acerto – ou quase isso – o arroz. Não passo fome sozinha, e ainda há os (meus amados) miojos! Tudo que fui aprendendo sozinha (me deixa ter orgulho disso?).

 Agora, estou aqui, no meu apartamento universitário sozinha, um mês antes das aulas começarem na UEL. Tendo que comer meus ‘variados’ pratos, e até que estou indo bem. Tirando lógico, o arroz abandonado no prato ao lado, que me encara. Ele é feio, seco, meio queimado, não me saiu um bom resultado no almoço de hoje. Vai, admito, estou com muitas saudades do RU! Aliás, estou morrendo de saudades até da comidinha da minha mamãe.

 Obs: como eu sei que a senhora Regina lê o blog, já peço que não fique chateada por te expor assim!
 Obs 2: A lasanha da minha mãe é uma exceção. Se forem convidados algum dia a prová-la, não levem esse texto tão a sério. É maravilhosa!

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por Vitor Oshiro

Como todos os milhões de leitores (minha mãe, meu pai e minha cachorra) do Londripost já sabem, quarta-feira é dia de crônica. Hoje, não teremos a crônica de nenhum membro da equipe. Resolvi publicar um texto escrito no Blog Gonzada pela estudante de Jornalismo da terceiro ano Desirée Molina (cacete de nome difícil, vio…). Não é que eu esteja chavecando ela e quis fazer uma moral no blog, mas, o motivo de publicar o texto é que ela conseguiu escrever uma história gostosa de ler com um assunto bastante bobo, ou seja, ela fez uma crônica praticamente perfeita. Bom, sem mais blá blá blás, confira!

QUER UM SABONETE

por Desirée Molina

Não sei direito por que tô começando esse post, mas uma coisa realmente me incomodou hoje: meu pai foi ao mercado.

Claro, não que meu pai nunca tenha entrado em um mercado em seus 63 anos de vida, mas nunca antes na história desse Brasil ele foi sozinho fazer uma “compra do mês”. Compra do mês é aquilo que a mãe inventa pra não ter que ir ao mercado toda semana – o que eu acho bem interessante – e comprar coisas mais pesadas como arroz,  feijão, açúcar, café, farinha, leite… O que faz muito sentido em uma casa normal, mas não aqui.

No almoço recorremos ao self service (ou serve-serve, né culéga?) que fica aqui em frente. Mamãe não tem tempo pra cozinhar, lá tem variedade e blábláblá. Não aguento mais a comida daquele lugar, mas acho que ainda é melhor do que se eu me aventurasse na cozinha diariamente. O estoque de miojo e nuggets do mundo estaria ameaçado. Logo, não faz sentido estocar todas as coisas pesadas aqui em casa. Só café, pelo meu pai. E leite, por mim e pelo meu pai. Mamãe me obriga a tomar leite desde que eu me conheço por gente. Pelo menos deve me salvar da osteoporose. Se bem que o açúcar também é superessencial, o que deve acabar com toda essa prerrogativa saudável.

De noite, é cada um por si. Não sei o que é janta(no sentido comida de verdade da coisa) há muito tempo, e não sinto falta disso não.

Quando vamos ao mercado em família (eu, papai e mamãe), percebe-se uma divisão. Mamãe nas frutas e carnes, papai nos pães e todo tipo de amêndoa, amendoim, uva passa e essas coisas estranhas que muitas vezes fedem. E eu, no lado da higiene e da porcariada comestível. Cada um responsável por uma coisa, e se alguém falta ao compromisso, sua parte acaba comprometida. Não, nada disso foi combinado, acho que É NOSSO JEITINHO. Claro que ninguém se atreve a esquecer do chocolate, o meu chocolate, a maravilha mais maravilhosa do mundo, o responsável pelo meu comportamento até que aceitável na sociedade. As consequências seriam trágicas para todos.

Escrevi tudo isso porque fiquei com vergonha de postar só uma frase, a coisa que me surpreendeu hoje. Meu pai comprou 24 (vinte e quatro) sabonetes. Sério. Dois pacotes com doze sabonetes cada (tô boa em matemática, uau). Um dos pacotes é da Johnson’s (eba! adoro cheiro de bebê!). E confesso que o outro eu não lembro e tô com preguiça de olhar agora. Mas gente, 24 sabonetes.. é muito, né? Que tanto é que esse homem quer lavar? Acho que isso vai me traumatizar. Vou controlar o uso desses sabonetes pra ver quanto tempo vão durar. Vou monitorar cada um deles. Nada de desperdício, não quero ver restinho de sabonete pelo box, não. Quero ver alternância, pra não enjoar do sabonete. Quero… tá, calei a boca.

Me comprometo a avisar aqui quando os vinte e quatro sabonetes acabarem.

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