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Posts Tagged ‘animais’

por Vitor Oshiro

O homem suspeito é um animal. Tudo indica que matou o garoto sem demonstrar alguma piedade. A família inteira daquele que foi tirado chora, sofre, sofre e chora. Logo, o sofrimento toma conta daqueles que estão próximos. E tudo se transforma em um sentimento de vingança. Bom, vingança não. Vamos chamar de justiça, pois, parece mais politicamente correto.

Eles se dirigem para a delegacia onde o suspeito está sendo interrogado. Conforme o grupo anda, mais e mais pessoas padecem daquele inconformismo e vão implorar pela aclamada e camuflada “justiça”. O grupo se transforma em bando.

Protesto e mais protestos. Tudo começa com pedidos de punição. Um garoto mais exaltado solta a ideia de que o suspeito deveria encarar a população de frente. Logo, sua ideia parece ser o mais verdadeiro e incontestável dogma do cristianismo. Todos pensam assim também.

A polícia acaba ficando com mais medo daqueles que estão lá fora do que daquele que está lá dentro. Juras de punição caso o suspeito fosse condenado são mencionadas. Mas, ninguém mais pode ouvir. A justiça pela lei já não é o que eles querem.

Ao contrário da lógica, querem que ele seja solto. Não por acreditar em sua inocência, mas, por assumirem o posto de juízes e darem a sentença que acham ser a mais correta. Violência. Confusão. “Vamos linchar este monstro”.

A polícia que, inicialmente, deveria estar interrogando o homem, juntando as pistas e descobrindo a verdade, agora passa a proteger o suspeito. Proteger um culpado? Mas, quem afirmou que realmente ele é culpado? O povo. Julgando-se juízes de suas próprias consciências eles querem agora exercer o cargo de executor.

A justiça deixa cair sua máscara. Quer vingança. Pedras de um lado; bombas de fumaça de outro. Cadeiras de um lado; balas de borracha de outro. Carros queimados de um lado; spray de pimenta de outro. Estilhaços, sangue e gente ferida em ambos os lados.

O homem suspeito é um animal. Mas, afinal, todos somos animais.

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por Fernanda Cavassana

Se a idéia de adquirir um animal de estimação está passando pela sua cabeça, há oportunidades de sobra neste final de semana!
O Grupo de Apoio à Proteção Animal (GAP) de Londrina e região divulgou em seu site, feiras de adoção que acontecerão neste sábado e neste domingo. Além dos animais para serem adotados, doações serão aceitas no local, como ração, medicamentos, cobertores, casinhas e recipientes para água e ração. Alguns requisitos terão que ser cumpridos para aquele que decidir adotar um bichinho: ele deverá apresentar RG, comprovante de residência e ser maior de idade.

Já as pessoas que se interessarem em levar animais para a adoção devem entrar em contato prévio por meio do e-mail contato@gappr.com.br e realizar a inscrição para as próximas feiras.

Durante a semana, os jornais da semana anunciaram que haveria uma feira da GAP no Shopping Com Tour. O grupo, em contato com o Londripost, anunciou que a feira lá foi cancelada, mas que as outras ocorrerão.

Se você gosta de animais e está disposto a cuidar de um, não perca essa chance!Todos sairão ganhando com as adoções.

Serviço

Feira de Adoção de Animais do Grupo de Apoio à Proteção Aninal (GAP)
Data: Sábado, 06/02/2010
Horário: das 10 às 13 horas
Local: Pet Pompom Pet Shop ( saiba como chegar clicando aqui ) – Av São João, 2580
Contato: contato@gappr.com.br

Feira de Adoção SOS Vida Animal Londrina
Data: Domingo, 07/02/2010
Horário: das 9 às 13 horas
Local: Mercado Shangri-la
Informações: http://www.sosvidaanimal.org.br/

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por Vitor Oshiro

A tragédia no Haiti foi terrível. Todos falaram das mortes, da destruição, da perda da Zilda Arns. Porém, pouco – ou nada – se fala sobre os animais da região. Confira alguns boletins chupinhados do Blog Quer um Bicho que mostra exatamente isso.

“Reação a Devastação:

13 de janeiro de 2010


Nossos corações estão com o povo do Haiti, para o trauma e perda que eles já experimentaram uma vez que o terremoto atingiu. Agências de notícias de que milhares morreram, muitos ainda estão presos nos escombros de edifícios, e centenas de milhares de pessoas estão sem abrigo, cuidados médicos, ou outras necessidades da vida. Governos e agências humanitárias estão implantando a lidar com o que equivale a um dos piores desastres dos tempos modernos, com o seu impacto agravado pela pobreza crônica, infra-estrutura deficiente, bare-ossos cuidados médicos, e outros problemas que afligem a nação mais pobre do oeste hemisfério.

Quando as pessoas sofrem desta maneira terrível, assim que os animais. HSI, The Humane Society dos Estados Unidos, e da Humane Society Veterinary Medical Association estão trabalhando em uma análise preliminar dos animais do Haiti das necessidades de cuidados, tendo em conta a segurança, transporte, habitação, abastecimento e os desafios que enfrentaria na implantação. Felizmente, uma das nossas equipas veterinário tinha vindo a realizar um programa em uma escola de veterinária na vizinha República Dominicana, quando o terremoto. Nós estamos olhando para determinar se eles podem entrar no Haiti para realizar uma avaliação no terreno. Estamos também a comunicação com agências de ajuda humana, e olhando para cooperar com eles. Uma dificuldade é que não há grupos organizados de bem-estar animal em qualquer lugar do país, e não em abrigos de animais ou escolas veterinárias. Essa falta de infra-estrutura vai complicar qualquer resposta.

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por Vitor Oshiro

Peregrinando pelos blogs londrinenses, vi no Ideia Certa que uma cachorrinha foi encontrada na Warta. Um cachorro abandonado é algo normal, mas, o que espantou é que ela teve as patas traseiras cerradas e só conseguiu sobreviver porque foi socorrida pelo GAP-PR.

A cachorrinha só não morreu porque foi resgatada pelo GAP/PR

A cachorrinha só não morreu porque foi resgatada pelo GAP/PR

Esta história poderia ter me chocado bastante. Mas, há algum tempo fiz uma reportagem sobre os cães abandonados de Londrina e entrevistei Dona Lígia, uma das pioneiras da ONG SOS Vida Animal e que, em mais de 19 nos e busca de ajudar os animais, já viu coisas inacreditáveis e bastante fortes em relação aos maus tratos.

Quando a rua não é a pior moradia

Mesmo sabendo de todas as dificuldades e sujeição a maus tratos que os cachorros abandonados passam, há casos em que estar na rua não é o pior destino. Esses são os relatos de Dona Lígia, que afirma já ter material suficiente para escrever um livro.

Um caso que a marcou bastante foi de uma denúncia de que uma cachorra havia sido espancada e abandonada. Ao chegar ao local, Dona Lígia se deparou com algo inacreditável. “A cachorra estava viva e, graças a Deus, sobreviveu. Mas, descobrimos que o dono estuprou a cachorra. Denunciamos ele, mas a condenação foi de pagar 22 cestas básicas.”

Um caso vai puxando o outro na memória de Dona Lígia e, logo, ela conta uma história sobre um homem que havia mutilado o seu cão. “Chegamos lá e perguntamos se havia um cachorro doente. O homem disse que havia, mas que já tinham resolvido. (mais…)

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