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Posts Tagged ‘Beco’

por Leonardo Caruso

Coisas que me fazem bem. Bom, pra começar, e como bom romântico, um grande amor, amigos e uma família que te apoia. Hobbies, esportes e um truco esperto. Esperar a senha do RU. Dormir ouvindo o som de uma caminhonete tocando Boate Azul. Chamar seu professor de Bola, cumprimentar o Élcio e ouvir o Hannah Hannah falar sobre ética no jornalismo. Ficar puto com o trânsito londrinense a caminho de uma loja de aluguel de roupas – é, descalço é complicado ir a uma formatura. Aqueeeela cervejinha!!! Isso não tem palavras. Ainda tô sentindo falta do futebolzinho… Me falaram que nesse final de semana teve gente suficiente pra montar três times. Ô, como é bom jogar bola. Vida de universitário loooonge da família. No meu caso, uns 480km. Pra mim, o que importa é a experiência de ter de me cuidar sozinho. A gente se apóia aqui, se apóia ali. Os amigos e a família sempre querendo dar uma força. E mais uns 30 – pelo menos – pra te levar pro Beco dos Universitários.

Falar do crescimento que temos morando sozinho, dos problemas que enfrentamos e como nos viramos não é  novidade. Acho que meus companheiros de blog já escreveram como é morar por aqui, na tão famosa Londrina, Little London para os íntimos. A minha intenção é falar das nossa capacidade de se adaptar e sentir falta do que chamamos de rotina. Tive um pouco menos de dois meses de férias – a gripe suína estragou com o calendário, então tivemos aula em uma semana de janeiro -, o que gerou extrema indignação e, acima de tudo, um desânimo enorme. O natal e o ano novo nem foram suficientes pra descansar e esquecer um pouco a universidade. Joinha! Metade de janeiro começa férias e agora sim vai ser legal! Nunca mais vou querer voltar pra faculdade, estudar, estagiar, trabalhar, o que for!!! Isso até primeira semana de fevereiro. Ai que começa a bater uma saudade, uma falta de rotina e aquele desânimo de ter tido aula “nas férias” parece ter sido tão bobo. Quero a minha vida de volta!

Minha vida… É quando saimos de casa que percebemos do que realmente gostamos, do que queremos fazer. Se preocupar apenas com aquilo que assumimos. O curso de graduação, o curso de idiomas, o estágio, a própria rotina. As férias em casa dão um tempão livre, mas a gente não sabe o que fazer com ele. Enchemos a cabeça de idéias, mas a rotina, mesmo uma DESrotina, faz falta. Eu sentia falta dos estudos, de me sentir responsável, de estar presente em vários lugares, estar com várias pessoas ao redor e em vários grupos ao mesmo tempo. Saudade de ver pessoas estranhas e algumas mais estranhas ainda. Tava com saudade de Londrina. Tava ansioso por esse ano. Ainda estou nervoso pensando na maneira mais eficiente de ganhar uma graninha sem me distanciar muito do meu curso.

Na verdade, tô escrevendo essa crônica pra dizer como é bom tomar uma cervejinha depois de um dia de aula, uma pequena arrumação na casa e uma corrida no centro. Bora tomar uma gelada lá no Beco?!

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Por Fernanda Cavassana

Acabou de sair no site de notícias da universidade, hoje foi oficialmente lançada a Campanha Nacional de Prevenção ao Trote Violento.

“Este ano, a novidade é a criação de uma página que está, a partir de hoje, disponível no site (www.uel.br/prograd) onde consta a legislação da Universidade sobre o trote, pareceres jurídicos referente aos limites físicos de atuação da UEL e as comissões de cada Centro de Estudo com os respectivos telefones para contato. E, posteriormente, a programação de recepçuniversitários.”

Segundo a matéria, a UEL promete ser rigorosa e punirá quem não seguir as regras contra o trote violento.

O que deve haver é um consenso para decidir o que é humilhação, e o que não é! Besteira é acreditar que não haverão ingressantes pintados e sujos de farovoinha na rua. É uma festa, uma tradição. Os calouros até gostam e se divertem com essas brincadeiras, é como se fosse uma ação necessária para selar o ingresso no Ensino Superior. Eu compararia a um batizado.

Nós do Lodripost somos universitários, estudantes de jornalismo. Em nosso curso, ano passado – meu primeiro ano como veterana, recebemos instruções de como proceder na recepção dos ingressantes. Passaram uma lista de coisas que haviam sido proibidas dentro do campus da UEL. Entre elas, qualquer ação que a universidade julgasse humilhação ao calouro, tintas, cortes de cabelo, assim como fazer com que eles andem pelo campus com objetos. Foi uma tristeza, as tintas já estavam compradas e microfones gigantes preparados para serem levados para passear pelo menos por um mês na universidade. Com isso, apenas fomos para uma sala, fizemos algumas brincadeiras com bexigas (é, bexigas!) e eles se apresentaram diante das câmeras para nós. Cada veterano batizou um calouro, foi bem simples, e, acreditem, deu pra todos se divertirem. Mas as tintas estavam compradas…

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