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Posts Tagged ‘Cameron Diaz’

Entrou em cartaz nesse fim de semana em Londrina (e em todo o Brasil) uma grata surpresa para que curte humor descompromissado e politicamente incorreto: Professora Sem Classe, comédia protagonizada por Cameron Diaz. O filme se destaca porque, além de divertir muito, mostra Diaz em um papel bem diferente do que estamos acostumados a vê-la. Esse deveria ser o caminho da maioria dos grandes astros, que, normalmente, quando saem de sua zona de conforto, nos entregam suas melhores atuações, vide o ótimo trabalho de Jennifer Aniston e Colin Farrell em Quem Matou Meu Chefe, para citar um exemplo recente.

Professora Sem Classe (Bad Teacher, 2011) mostra Diaz como Elizabeth Halsey, uma professora que detesta seu trabalho e que vê em um casamento por interesse seu futuro como alguém que nunca mais vai precisar trabalhar na vida. O problema é que seu futuro marido descobre suas intenções e termina tudo alguns dias antes do casamento (o que rende uma cena ótima com boas piadas que já dão uma ideia da canalhice da protagonista). Depois desse acontecimento, de ter que ir dividir um apartamento com uma cara que ela mal conhecia e de ter que voltar a dar aulas, Elizabeth põe em sua cabeça que o único jeito dela conseguir sair daquela vida é colocando silicone – para ela, com peitos maiores ela vai conseguir o cara ideal, ou seja, rico – e para isso ela está disposta a fazer qualquer coisa, e eu digo qualquer coisa mesmo, desde roubar dinheiro conseguido por seus alunos em um lava-carros até ser “patrocinada” pelos pais por notas melhores para seus filhos.

É nessa falta de preocupação com o politicamente correto que está a graça do filme, ao mostrar uma pessoa que deveria ser um exemplo como uma total perdedora usuaria de drogas capaz de qualquer coisa para atingir seus fins, até se tornar uma professora razoável no meio do caminho. Mas não pense que é aquela típica história da professora que é tocada pelos alunos e vai mudando sua conduta, isso acontece sim em uma parte da história, mas ela não sofre aquelas mudanças milagrosas que essas milhares de comédias cheias de lição de moral mostram por ai. Ela se torna uma pessoa melhor, mas de acordo com suas regras de como agir e ajudar os outros.

O filme ainda se destaca pelo ótimo elenco de coadjuvantes composto por Jason Segel, como sempre fazendo o papel de bobão como o professor de Educação Física da escola. A cena em que ele discute com o garoto quem é melhor entre LeBron e Jordan é ótima. Justin Timberlake, como o professor certinho e rico que a personagem de Diaz vê como seu caminho para fora da escola; John Michael Higgins, como o diretor apaixonado por golfinhos; Lucy Punch, como a professora dedicada a seus alunos, porém beirando a loucura, que vê no comportamento de Elizabeth um sério problema; e a excelente Phyllis Smith como a hilária professora Lynn, que acaba se tornando uma das melhores amigas de Elizabeth. Uma sacada ótima da produção também é no momento em que eles colocam Gangsta’s Paradise, do Coolio, para tocar. A música ficou marcada por fazer parte da trilha sonora de Mentes Perigosas, filme de 1995 estrelado por Michelle Pfeiffer, que mostrava uma professora em uma péssima escola mudando a vida de seus alunos. Nada mais oposto do que o que vemos na maior parte do tempo aqui. Só achei desnecessário mostrar em seguida a personagem de Diaz passando o tal filme para seus alunos. Ficou com cara de explicação para a piada, o que a deixou um pouco sem graça.

Ao final posso dizer apenas que a sensação é de missão cumprida. Apesar de alguns momentos fracos, no geral o filme agrada e faz rir, o que para mim é o mais importante em uma comédia. Confira abaixo o trailer de Professora Sem Classe e a programação do filme em Londrina:

Serviço:

Programação do filme Professora Sem Classe em Londrina.
Classificacao: 14 anos

Local: Cine Araújo, Multiplex Catuaí Shopping
Programação:
Sala VIP 3, de 19/08 a 25/08
Legendado
Sábado, Domingo, Segunda e Quarta 15:30 / 17:30 / 19:30 / 21:30
Sexta, Terça e Quinta 17:00 / 19:00 / 21:00

Sala 6, de 19/08 a 25/08
Dublado
Sábado e Domingo 14:00 / 17:00 / 19:00 / 21:00
Sexta, Segunda e Quarta 16:00 / 18:00
Terça e Quinta 17:30

Sala 6, de 19/08 a 25/08
Legendado
Sexta, Sábado, Domingo, Segunda e Quarta 20:00 / 22:00
Terça e Quinta 19:30 / 21:30

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Por Beto Carlomagno

Encontro Explosivo (Knight and Day)

James Mangold é um cara versátil.  Ele surgiu para o grande público com o policial Cop Land, seu segundo filme, lançado em 1997 com Sylvester Stallone, Harvey Keitel, Ray Liotta e Robert De Niro. Seu filme seguinte foi Garota Interrompida, drama de 1999 que rendeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante para Angelina Jolie, e que contava ainda com Winona Ryder, Jared Leto e Brittany Murphy no elenco. Depois veio o romance açucarado Kate & Leopold, estrelado por Hugh Jackman e Meg Ryan, em 2001, seguido pelo excelente suspense Identidade, de 2003, estrelado por John Cusack, Amanda Peet e Ray Liota. Em 2005 ele provou a que veio com o ótimo e premiado Walk The Line (traduzido toscamente no Brasil como Johnny & June). O filme que contava a vida da lenda da música, Johnny Cash, interpretado brilhantemente por Joaquin Phoenix, foi seu maior êxito criativo. Em 2007, flertou com o gênero faroeste com o elogiado Os Indomáveis (3:10 to Yuma, título original), estrelado por Christian Bale e Russel Crowe.  E agora, em 2010, James Mangold surge com o que podemos chamar de seu primeiro blockbuster, Encontro Explosivo, que não chega a ser a melhor obra do diretor, mas é bem divertida.

O filme na verdade é mais uma tentativa de seus astros, Tom Cruise e Cameron Diaz, de voltarem ao primeiro lugar nas bilheterias, o que também não deu certo. O filme estreou nos EUA em terceiro lugar, com uma arrecadação da “apenas” pouco mais de 20 milhões de dólares, algo considerado baixíssimo para um filme com dois astros desse porte como protagonistas. Depois de esclarecer certos pontos, vamos ao filme. Encontro Explosivo conta a história de um agente da CIA, Roy Miller (Cruise) que está sendo perseguido pela própria agência. No aeroporto se encontra com June Havens (Diaz). Ele a escolhe como meio de passar algo que ele está protegendo pela segurança do aeroporto. Nesse meio tempo, entre trombos, aviões caindo e explosões, June acaba se apaixonando por Roy, o que a torna também um alvo. Com isso, Roy é obrigado a levá-la em sua viagem pelo mundo enquanto foge da CIA e tenta proteger os dois.

Encontro Explosivo é mais um exemplar da comédia de ação envolvendo casais. Só nesse ano, além desse, dois já foram lançados nos EUA com sinopses parecidas. O Caçador de Recompensas (já lançado aqui no Brasil também) e Killers (que tem lançamento marcado para o fim de agosto por aqui). Não vi Killers, mas posso dizer que certamente Encontro Explosivo é mais divertido que O Caçador de Recompensas, por contar com um diretor mais talentoso e ter protagonistas mais carismáticos. Tom Cruise está impagável, e até um pouco canastrão, como o agente da CIA Roy Miller. Ele surge em um mix de charme e loucura que ajuda no desenvolvimento da história e torna suas atitudes mais críveis. Já Cameron Diaz continua como a garotona que é divertida, um pouco largada e ainda sentimental e querida.

O filme de Mangold não traz nada de novo ao gênero, não deve revolucionar nada e nem ser uma obra que futuramente se tornará obrigatória, mas cumpre seu papel de entreter enquanto você está dentro da sala de cinema. O diretor, mesmo um pouco limitado diante de um roteiro com alguns problemas, entrega algumas sacadas interessantes durante o filme. A cena do avião, em que Cruise acaba com os bandidos, enquanto Diaz está no banheiro se arrumando para ele, é muito boa, cheia de sacadas divertidas e bem coreografada. Outra que se destaca é a cena em que Diaz é dopada por Cruise para que não o atrapalhe. Foi uma ótima escolha colocar o espectador na visão da personagem de Cameron e fazer com que a passagem de cenas fosse daquela forma.

Se o filme peca seriamente em alguma coisa é na parte dos efeitos especiais. Para um projeto como esse, espera-se apenas o melhor, mas não é o que acontece. Algumas cenas realmente parecem mal feitas, principalmente quando são as que envolvem close nos protagonistas e o uso do fundo verde. Tudo parece bem fake. Mas são tomadas rápidas, que não devem atrapalhar o desenvolvimento do filme. Outro ponto que talvez incomode o espectador é a invencibilidade do personagem de Cruise. Nada parece acontecer com ele, o que torna sua ligação com o personagem um pouco fraca. Você, em certo momento do filme, para de se importar com ele, já que está claro que nada vai acontecer.

*Beto Carlomagno é estudante do terceiro ano de Jornalismo da UEL. Além da coluna “Sessão de Domingo” ele assina o blog http://behindthescenes-takes.blogspot.com/

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