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Posts Tagged ‘compras’

por Leonardo Caruso

Em linhas gerais, para ocupar o menor espaço possível, para não tornar o contéudo do texto tão meloso quanto a sua verdadeira essência: o dia dos namorados!
E o que causaria tanta indignação neste dia tão conhecido por ser o dia — ô dia insistente —  em que as pessoas que tem alguém para compartilhar risinhos contidos e piadas bobas se declaram uma às outras (entre casais, ok?!) ?
O ponto que quero chegar é: como alguém, na face da terra, de marte de plutão ou em outra galáxia, vai gastar 300 reais num shopping (isso mesmo, TREZENTOS reais) para ganhar um par de convites para o show da Mallu Magalhães.
TREZENTOS!!!  MALLU MAGALHÃES!!!
Eu gosto do dia dos namorados. É um dia que você pode ser “brega” e que muitas pessoas vão ser/estar “bregas” também. Mô, Momô, Chu (meu preferido), Chuchu, Amor, Lindo, Bem e até mesmo Tesouro, são interjeições da moda. Corações, algodão doce e maçã-do-amor são fácilmente encontrados por aí. Eu gosto disso. Gosto poder ver as pessoas sendo carinhosas e apaixonadas.
Mas não entendo como, o porquê, a razão, o motivo, sei lá o que, que leva um shopping acreditar que um par de ingressos para o show da Mallu Magalhães vai fazer alguém gastar 300, repito, trezentos reais em compras para assistir a maior artista folk-mirim-brasileira-de-um-sucesso-só.
O Marcelo Camelo (ex-Los Hermanos e amorzinho, chuchuzinho, benzinho da Mallu) parece que vai vir também (não chequei a informação com a assessoria deles, mas isso é o de menos no momento).
O que causa indignação, é como as pessoas podem — e tentam — lucrar nesse dia até com um par de ingressos pro show da Mallu. Não que eu nunca tenha escutado. Não que eu já tenha escutado todas as músicas dela. Mas é que TREZENTOS reais por um par de ingressos, é um tanto exorbitante.  Talvez essa promoção fosse mais eficaz se o prêmio fosse direcionado aos solteiros: “gaste R$300 em compras e ganhe uma companhia pra dia 12”. Solteiro nesse dia está mais vulnerável, mais carente, gastanto mais. Quem sabe né?
Quem sabe se não fosse um show dos filhos do “Edson e Hudson” né?
Ela é uma artista diferente, mais alternativa e gosto disso, mas como diria uma amiga de turma: Mallu, beijo!

(TREZENTOS REAIS GENTE!!!! Com mais 300 dá pro casal ir pra Buenos Aires!!! TREZENTOS!!!)

R$300 pra vir o original diretamente "dos exterior" já é compreensível

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Por Fernanda Cavassana

O Recomendamos de hoje pode parecer batido, com algo que todo mundo já conhece e é tradicional na cidade. Mas o FILO é tão importante, que merece um reforço nos convites. É nesta quinta que começa a edição de 2010!


O Festival Internacional de Londrina é o mais antigo do continente. Conhecido por apresentar espetáculos de reconhecido valor artístico, estético e de reflexão crítica, todos os anos o FILO transforma Londrina em um grande palco de encontros de artistas, idéias, expressões e público.
Em 20 anos, evoluiu de local para regional, de nacional para latino-americano e internacional. Desde então, o Festival hoje é reconhecido mundialmente, tendo recebido expoentes do teatro universal.
Inclusão cultural de comunidades e grupos vulneráveis e excluídos é a proposta dos projetos socioculturais, desenvolvidos desde o ano 2000, como forma de estimular o potencial inventivo e permitir a expressão da criatividade desses grupos. (Fonte: Site do FILO – http://www.filo.art.br/)

Os convites para o primeiro lote estão à venda no Shopping Royal Plaza. Quinta-feira, os espetáculos do segundo lote já estarão à venda.

Dois espetáculos já estão com os convites esgotados. Ainda dá tempo de você garantir o seu e aproveitar um dos festivais mais importantes e especiais de Londrina.

Quer saber mais sobre o festival? Clique aqui.

Serviço:

Festival Internacional de Londrina

Ponto de vendas exclusivo:
Royal Plaza Shopping (Rua Mato Grosso, 310)

Horário de funcionamento:
De segunda a sábado, das 10 às 19 horas
Domingos e feriados, das 11 às 19 horas

Ingressos para os espetáculos:
R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

ATENÇÃO: Ingressos para o Teatro Ouro Verde terão preços diferenciados:

Platéia – R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
Balcão – R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

E-mailbilheteria@filo.art.br
Fone: (43) 3344-6197



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por Vitor Oshiro

Como todos os milhões de leitores (minha mãe, meu pai e minha cachorra) do Londripost já sabem, quarta-feira é dia de crônica. Hoje, não teremos a crônica de nenhum membro da equipe. Resolvi publicar um texto escrito no Blog Gonzada pela estudante de Jornalismo da terceiro ano Desirée Molina (cacete de nome difícil, vio…). Não é que eu esteja chavecando ela e quis fazer uma moral no blog, mas, o motivo de publicar o texto é que ela conseguiu escrever uma história gostosa de ler com um assunto bastante bobo, ou seja, ela fez uma crônica praticamente perfeita. Bom, sem mais blá blá blás, confira!

QUER UM SABONETE

por Desirée Molina

Não sei direito por que tô começando esse post, mas uma coisa realmente me incomodou hoje: meu pai foi ao mercado.

Claro, não que meu pai nunca tenha entrado em um mercado em seus 63 anos de vida, mas nunca antes na história desse Brasil ele foi sozinho fazer uma “compra do mês”. Compra do mês é aquilo que a mãe inventa pra não ter que ir ao mercado toda semana – o que eu acho bem interessante – e comprar coisas mais pesadas como arroz,  feijão, açúcar, café, farinha, leite… O que faz muito sentido em uma casa normal, mas não aqui.

No almoço recorremos ao self service (ou serve-serve, né culéga?) que fica aqui em frente. Mamãe não tem tempo pra cozinhar, lá tem variedade e blábláblá. Não aguento mais a comida daquele lugar, mas acho que ainda é melhor do que se eu me aventurasse na cozinha diariamente. O estoque de miojo e nuggets do mundo estaria ameaçado. Logo, não faz sentido estocar todas as coisas pesadas aqui em casa. Só café, pelo meu pai. E leite, por mim e pelo meu pai. Mamãe me obriga a tomar leite desde que eu me conheço por gente. Pelo menos deve me salvar da osteoporose. Se bem que o açúcar também é superessencial, o que deve acabar com toda essa prerrogativa saudável.

De noite, é cada um por si. Não sei o que é janta(no sentido comida de verdade da coisa) há muito tempo, e não sinto falta disso não.

Quando vamos ao mercado em família (eu, papai e mamãe), percebe-se uma divisão. Mamãe nas frutas e carnes, papai nos pães e todo tipo de amêndoa, amendoim, uva passa e essas coisas estranhas que muitas vezes fedem. E eu, no lado da higiene e da porcariada comestível. Cada um responsável por uma coisa, e se alguém falta ao compromisso, sua parte acaba comprometida. Não, nada disso foi combinado, acho que É NOSSO JEITINHO. Claro que ninguém se atreve a esquecer do chocolate, o meu chocolate, a maravilha mais maravilhosa do mundo, o responsável pelo meu comportamento até que aceitável na sociedade. As consequências seriam trágicas para todos.

Escrevi tudo isso porque fiquei com vergonha de postar só uma frase, a coisa que me surpreendeu hoje. Meu pai comprou 24 (vinte e quatro) sabonetes. Sério. Dois pacotes com doze sabonetes cada (tô boa em matemática, uau). Um dos pacotes é da Johnson’s (eba! adoro cheiro de bebê!). E confesso que o outro eu não lembro e tô com preguiça de olhar agora. Mas gente, 24 sabonetes.. é muito, né? Que tanto é que esse homem quer lavar? Acho que isso vai me traumatizar. Vou controlar o uso desses sabonetes pra ver quanto tempo vão durar. Vou monitorar cada um deles. Nada de desperdício, não quero ver restinho de sabonete pelo box, não. Quero ver alternância, pra não enjoar do sabonete. Quero… tá, calei a boca.

Me comprometo a avisar aqui quando os vinte e quatro sabonetes acabarem.

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