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Posts Tagged ‘conan’

A principal estreia da semana em Londrina é Conan, o Bárbaro, que já vinha sendo exibido nos cinemas da cidade desde a semana passada em sessões de pré-estreia. Mesmo não sendo grande fã do personagem e nem de seus filmes, resolvi dar uma chance para a obra pelos seus trailers estilosos e imagens interessantes. Mas, como eu temia, o filme não passa de uma tentativa de trazer o personagem para o estilo de cinema adolescente de hoje em dia, totalmente genérico e totalmente sem sucesso.

Conan, o Bárbaro começa com a mãe do persongem dando a luz a ele no meio da batalha, como fazem questão de frizar durante todo o filme, ele “nasceu na batalha e ao invés de beber o leito de sua mãe, bebeu o sangue”. Sua mãe morre logo depois de ele nascer e em uma cena totalmente desnecessária e sem sentido, seu pai o levanta e grita por ele no meio da batalha, e ninguém liga para isso. Assim, Conan é criado por seu pai, interpretado por Ron Perlman (Hellboy) e já desde criança mostrava seu instinto de guerreiro. Um dia seu vilarejo é atacado por um conquistador chamado Khalar Zim (Stephen Lang), que mata todo mundo pelo último pedaço de uma máscara que dará a ele o poder de ressucitar sua falecida esposa bruxa. Conan é o único sobrevivente e isso faz com que toda a sua vida seja conduzida pela busca por vingança.

Um dos principais problemas de Conan, o Bárbaro está em seu roteiro fraco e cujas motivações não convencem. Os culpados por esse trabalho horrível são Thomas Dean Donnelly e Joshua Oppenheimer, os mesmos responsáveis por outra bomba do ano, Dylan Dog. As frases de efeito constantes e as piadinhas ficam irritantes antes mesmo da metade do filme, que mesmo curto com seus 112 minutos, parece se arrastar até uma conclusão fraca e sem graça. Outra coisa que não ajuda em nada o filme é seu elenco. Se Jason Momoa faz um trabalho até que razoável como o personagem principal, seus coadjuvantes só servem para fazer rir de vergonha. Stephen Lang (Avatar) faz um vilão caricato ao extremo e sem o mínimo carisma, você não odeia o cara por suas maldades e nem se sente interessado por seu personagem. Rose McGowan (Planeta Terror), que faz Marique, a filha do personagem de Lang, entrega uma interpretação exagerada e completamente ridícula. Já Rachel Nichols é de dar pena de tão ruim, se continuar assim logo deve desaparecer das telas.

Marcus Nispel (dos remakes de O Massacre da Serra Elétrica e Sexta-Feira 13), diretor responsável pelo filme, faz aqui um trabalho fraco e sem o mínimo de estilo, algo pelo qual é conhecido. Suas cenas de ação parecem totalmente recicladas de qualquer outro filme de época já feito, sem contar que tudo soa artificial e sem peso na tela. Conan se parece mais com um jogo de video game, eu tinha a impressão de que a qualquer momento o personagem morreria e voltaria com uma nova vida para realizar sua próxima missão. Isso é algo bom e que rende quando se trata de um filme com essa pretensão como Scott Pilgrim, mas aqui não é o que esperamos de um personagem tão visceral como o cimério.

Confira o trailer abaixo:

Serviço:

Programação do filme Conan, o Bárbaro em Londrina
Classificação: 16 anos

Local: Cine Araújo, Catuaí Shopping
Programação:
Sala 6, de 16/09 a 22/09
Dublado
Sexta, Sábada, Domingo e Quarta 17:30 / 19:45
Segunda, Terça e Quinta 19:15

Sala 6, de 16/09 a 22/09
Legendado
Sexta, Sábada, Domingo e Quarta 22:00
Segunda, Terça e Quinta 21:30

Local: Cinemas Lumière, Royal Plaza Shopping
Programação:
Sala 05, de 16/09 a 22/09
Dublado, 3D
Todos os dias 14:45 / 19: 15

Legendado, 3D
Todos os dias 17:00 / 21:30

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por Lígia Zampar

Quem é fã dos livros de Sherlock Holmes, de Sir Arthur Conan Doyle, e assistiu ao filme lançado em 2009 com certeza se decepcionou. Longe daquele homem que consegue resolver mistérios sem sair da sua casa, o longa-metragem coloca ação em todo movimento de Holmes, deixando o seu raciocínio em segundo plano.

Uma nova série da BBC, Sherlock, vem pra mostrar porque Holmes é amado e odiado ao mesmo tempo por seus leitores e agora, telespectadores. Famoso por utilizar métodos científicos e lógica dedutiva, muitas vezes ele se entusiasma com o mistério e esquece que existem vidas em jogo, e por isso parece não ter emoções.

Até agora foi lançada a primeira temporada com três episódios, de 90 minutos cada. O tempo é suficiente para desenrolar um bom enigma e chegar a um desfecho. Os primeiros programas registraram média de 7,3 milhões de espectadores na Grã Bretanha, o que confirmou a realização da segunda temporada, ainda sem número certo de episódios.

A série conta com o ator Benedict Cumberbatch no papel de Sherlock Holmes, além de Martin Freeman, que dá vida ao fiel escudeiro Watson.

Ao contrário da obra literária, onde Holmes vivia na era vitoriana, o seriado mostra o detetive no século XXI: um homem conectado à internet e viciado em SMS. O que torna a adaptação ainda mais irrestível é a capacidade de trazer um personagem de 1887 para o dia de hoje sem perder seu charme, inteligência e, às vezes, arrogância.

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