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Posts Tagged ‘Emma Stone’

Se tem um nome para se prestar atenção atualmente em Hollywood, esse é o de Ryan Gosling. O ator, que começou no Clube do Mickey ainda criança, se tornou nesse ano o queridinho do público e dos cineastas, que, ao contrário da crítica que já o elogiava há muito tempo, percebeu o grande ator que Gosling é e como ele consegue se encaixar nos mais diversos papéis. Ryan Gosling, para quem não sabe, é o protagonista de Diário de uma Paixão, filme de 2004 que é um dos melhores romances que o cinema contemporâneo já produziu e que serviu para colocá-lo em destaque. E se prepare para ver muito Ryan Gosling nas telas nos próximos anos. Estreando ainda esse ano ele tem Drive, drama elogiadíssimo que saiu com o prêmio de melhor direção em Cannes;  e The Ides of March, filme em que ele divide as atenções com George Clooney, que também é o responsável pela direção. Sem contar que ele já tem mais dois filmes encaminhados para 2012 e um para 2013, por enquanto. Toda essa introdução para chegar ao filme da Sessão de Domingo dessa semana: Amor a Toda Prova (Crazy, Stupid, Love, 2011), filme estrelado por Ryan Gosling que finalmente chega aos cinemas Londrinenses, depois de um mês de sua estreia no Brasil.

Amor a Toda Prova é o segundo filme da carreira dos diretores Glenn FicarraJohn Requa, cujo primeiro filme foi outra excelente comédia dramática, I Love You Phillip Morris (intitulada porcamente como O Golpista do Ano aqui no Brasil), que foi estrelada por Jim Carrey, Ewan McGregor e Rodrigo Santoro. A nova produção, que é mais uma comédia dramática romântica, conta a história de um casal, Cal (Steve Carell) e Emily (Julianne Moore), cujo casamento chega ao fim, depois de muitos anos, quando Emily assume ter traído o marido. Mas, mesmo com a traição, a “culpa” pelo final do casamento é a acomodação dos personagens. Eles já não sentem mais aquela paixão, se amam ainda, mas aquela chama que faz as coisas serem mais interessantes se apagou. Acabado com a separação, Cal encontra em Jacob (Ryan Gosling) um mentor para uma mudança em sua vida. Jacob é o típico garanhão cheio de estilo que sabe os movimentos e as falas perfeitas para pegar a mulher que quiser, e é isso que ele vai passar para Cal.

O grande destaque de Amor a Toda Prova é seu elenco composto por Steve Carell, Ryan Gosling, Julianne Moore, Emma Stone, Kevin Bacon e Marisa Tomei (essa é a mais fraquinha de todos, mas não que isso comprometa o resultado final). Além de serem nomes do sonho de qualquer diretor, cada um deles se encaixa perfeitamente ao seu papel. Carell, que também produziu o longa, consegue passar perfeitamente aquele ar de fracassado que caracteriza seu personagem no começo do filme, assim como deixa transparecer todas as mudanças pelas quais sofre depois da transformação feita nele pelo personagem de Gosling. Por falar em Gosling, sua construção de seu personagem é perfeita. Seu Jacob transpira confiança e estilo e é o tipo de cara que qualquer um gostaria de ser. Ele tem estilo até comendo uma fatia de pizza na mão. Julianne Moore, como sempre, entrega uma interpretação primorosa como a esposa frustrada e em crise com seu casamento, além de ter uma química surpreendente com o personagem de Carell. Já Emma Stone, como venho dizendo sempre, é uma das maiores revelações do humor, sempre entregando boas interpretações e fazendo como ninguém uma personagem sarcástica e divertida. Não dá para não falar dos dois atores mirins Jonah BoboJoey King, que interpretam os filhos do casal Cal e Emily. Excelentes, eles roubam as cenas em que estão presentes.

O roteiro de Dan Fogelman é outra preciosidade do filme. Mesmo mesclando diversos gêneros como comédia, romance e drama, ele consegue perfeitamente criar uma linha de história sem tropeços, inteligente, com discussões pertinentes em relação aos assuntos propostos e que ainda ironiza alguns clichês do gênero. Achei genial a cena da chuva por exemplo. Como em todo filme, naquele momento da virada, o personagem de Carell se encontra no meio da rua, depois de discutir com a persongem de Moore, e começa a chover. Eu instantaneamente pensei, “meu Deus, sério que vocês vão fazer isso?”. Mas, sem me dar tempo para me decepcionar, o personagem de Carell dispara: “What a cliché”.

Enfim, Amor a Toda Prova pode não ter a ousadia do primeiro filme de Ficarra e Requa, mas ele nem precisou para se tornar uma das melhores comédias dramáticas já feitas e um dos melhores filmes do ano. É um daqueles que te faz sair do cinema pensando na vida, nas escolhas e com um grande sorriso no rosto. Confira o trailer abaixo:

Serviço:
Programação do filme Amor a Toda Prova em Londrina
Classificação: 12 anos

Local: Cine Araújo, Catuaí Shopping
Programação:
Sala 2, de 30/09 a 06/10
Legendado
Diariamente 16:00 / 18:15 / 20:30

Local: Cinemas Lumière, Royal Plaza Shopping
Programação:
Sala 2, de 30/09 a 06/10
Legendado
Diariamente 19:10 / 21:30

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Por Beto Carlomagno

Zumbilândia (Zombieland, 2009)

Saindo um pouco dos dramas Oscarizáveis, essa semana, a Sessão de Domingo não poderia estar mais longe desse estilo. Trago para vocês, Zumbilândia.

O filme de zumbis, uma mistura de comédia, ação e terror é uma das grandes surpresas do cinema do ano passado (o filme saiu nos EUA no fim do ano passado, e em janeiro por aqui). Zumbilândia nos apresenta um EUA devastado pelos mortos-vivos e a partir disso vamos acompanhando a tentativa dos protagonistas de chegarem a seus respectivos destinos. Inicialmente conhecemos Columbus (Jesse Eisenberg), um nerd que sempre viveu sobre fortes regras de convivência e trancado em seu apartamento, e que só sobrevive a esse mundo infestado por zumbis por causa de suas regras. Em seguida, somos apresentados a Tallahassee (Woody Harrelson), um caipira que tem como meta nesse mundo matar zumbis, de todas as maneiras possíveis, o que para ele é meio que uma forma de descontar em cada um o que eles fizeram com que ele passasse. Seu prazer ao fazer um zumbi sofrer é divertido de se ver. Os dois personagens, mais diferentes impossível, se encontram no meio do caminho e resolvem se juntar até certo ponto. No meio do caminho eles encontram as irmãs Wichita e Little Rock (Emma Stone e Abigail Breslin), que acabam se juntando a eles.

O filme logo de cara nos surpreende e diverte com o protagonista nos apresentando suas regras, tudo acompanhado de cenas em câmera super lenta de pessoas que não seguiram o pregado por ele. Essas regras nos acompanham durante todo o filme e podem ser aplicadas até mesmo ao nosso dia a dia. Ele prega, entre todas, o apreciar das menores coisas como se fosse a última vez que você tem a oportunidade de tê-las. Zumbilândia também se destaca pelo roteiro incrivelmente bem escrito e seu humor negro ácido. Os personagens também são destaque, claro que tudo isso por causa da escolha perfeita dos atores para seus respectivos papéis. Os atores parecem se divertir tanto quanto a gente que assiste. Woody Harrelson está incrível como o xucro matador de zumbis, o papel perfeito para o ator. Seu personagem dispara em certa cena: “Minha mãe sempre disse que um dia eu seria bom em alguma coisa”, diz ele sobre matar os mortos-vivos, com muito estilo claro. Jesse Eisenberg também tem a cara de seu personagem, o nerd virgem cheio de problemas.

Além de perfeitos para seus papéis, a interação entre os personagens é outro ponto de destaque. Ver um brutamonte como o personagem de Harrelson discutindo assuntos triviais com a pré-adolescente, personagem de Abigail Breslin (a menininha de Pequena Miss Sunshine), é divertidíssimo. Em certo momento ele fala sobre Bill Murray e ela diz não conhecer o ator, quando ele dispara: “Não conhecer Bill Murray é o mesmo que não conhecer Gandhi”. E por falar em Bill Murray, o ator faz uma participação divertidíssima como ele mesmo no filme, inclusive zoando sua própria carreira.

Além de uma grande comédia, o filme também convence como ação. As cenas de matança de zumbis são extremamente bem feitas e orquestradas, sem nunca perder a diversão, claro. A cena final no parque é eletrizante. Outro ponto curioso é o nome dos personagens, cada um é chamado pelo estado ou cidade em que vivia, ideia de Tallahassee para não criar laços afetivos, o que acaba acontecendo quer queira, quer não. Pessoas tendem a se conectar a outras, principalmente em situações adversas. O diretor, o iniciante Ruben Fleischer, ao fim do filme prova que o que mais queremos é ter alguém ao nosso lado e seguir sempre em frente, com esperança, e que em algum momento, para sobreviver, temos que quebrar as regras, mesmo que sejam as nossas. Vejam Zumbilândia, mesmo se você não curtir sangue e tripas, o filme realmente vale a pena.

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