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Seriam mais aparições? Personagens, espíritos da imaginação de Rogério?

Aquilo parecia loucura demais. Aliás, tudo parecia loucura desde que acordara com aquela ressaca. Mas será que era mesmo uma ressaca? Segundo Belle, a falecida e revivida-mais velha Belle, ele nem havia ido à festa.

O que aconteceu? A única certeza de que ele tinha até ali foi a vodca que havia bebido. Lembrava até da reunião com os pais de alunos e toda a repercussão da morte da família de Marcelo. E agora aquilo?

Estava ali, com uma versão mais velha de si próprio e da sua amada que acabara de ver morta. E do outro lado, um grupo, no mínimo, bizarro.

A casca grossa de sua diretora, os policiais que bateram antes na casa de Belle a sua procura. Os mortos, todos: Marcelo, sua esposa e suas três filhas e Belle, na versão jovem. Ainda havia a Coisa, que, no meio deles, parecia ser líder do grupo. E foi ela quem começou a falar antes que Rogério pudesse se assustar mais com tudo que via:

-Chega, não deu certo, vamos parar com isso.

De repente, Rogério percebeu que não sentia mais medo dela, aliás, estava indiferente a tudo ali.

– Desculpa?

– Olha Rogério, tentamos montar um sonho diferente, com idéias diferentes, rumos distintos e sensações também. Um sonho meio pesadelo, meio romântico, meio irônico, meio assustador. Falamos de religiosidade, misticismo, e assassinatos, etc. Medo, alegria, amor. Misturamos um pouco de tudo. Mas não deu certo. Cada um de nós, personagens dessa sua aventura louca, tentamos dar um rumo pra você. Mas sempre que encaminhava para uma solução, o outro ativava sua criatividade mais louca, e as coisas iam se complicando, se multiplicamos. Resolvemos parar com isso. Não fique triste, um dia sua história terá um fim. Agora, nos reunimos simplesmente para te acordar e deixar que você continue vivendo sua vida normalmente, sem se preocupar com o que lhe aconteceria toda vez que chegasse sua segunda-feira. Estamos saindo de circulação, e você já pode acordar.

Despertador, dor de cabeça, ressaca. A festa – e a vodca – de ontem havia proporcionado uma das noites mais longas da vida de Rogério. Um sonho doidão, que pareceu não ter fim, e que não atingiu isso por não ter obtido sucesso. Levantou, foi dar sua aula.

FIM

Leitores, a equipe do Londripost pede desculpas por terminar a história assim, de uma maneira forçada. Quando surgiu a ideia dessa nova seção, imaginávamos explorar o nosso lado literário. Porém, percebemos que não deu certo. A história tomava rumos diferentes e se perdia a cada semana. Somos estudantes de jornalismo da mesma universidade, mas temos opiniões e personalidades bem diversas. Como a história estava ficando incoerente e sem uma reta final, decidimos por encerrá-la já.


Fernanda Cavassana

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