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Cartaz do tão aguardado Starcraft II: Wings of Liberty

Depois de muito badalado e esperado, finalmente, foi lançada a continuação de um dos jogos de estratégia mais conhecido e conceituado de todos os tempos, o Starcraft. E as críticas do jogo variam de cinco estrelas a nota 96 (numa escala de zero a cem). O que isso quer dizer? Quer dizer que:

“Starcraft II – Wings of Liberty” finalmente chega para saciar a fome dos fãs que há doze anos esperaram por uma continuação, com sabor especial para os brasileiros, que ganham versão totalmente traduzida para o português. A mecânica é antiquada, mas foi polida à exaustão e ganha um sopro de juventude com o brilhante design de fases que cria situações diversificadas e empolgantes. Somado isso a uma rica mitologia, produção hollywoodiana e funcionamento elegante, o game nunca deixa o jogador tirar os olhos do monitor. Acrescente ainda o multiplayer que marcou uma geração e um editor de mapas poderosíssimo e o título certamente se coloca como o mais relevante lançamento do ano.

análise da Uol Jogos

“Starcraft II: Wings of Liberty” é a continuação do famoso jogo de estratégia (RTS) Starcraft. Ambientado dois anos após o primeiro episódio, Wings of Liberty retrata a luta de Jim Raynor, um Terran que após a destruição dos Zerg no primeiro Starcraft, formou um grupo de rebeldes para destronar o governo doImperador Mengsk, um governador corrupto de um sector da via láctea chamado Koprulu.

Para quem não conhece a série, Starcraft é um jogo de ficção científica, que se baseia numa guerra galáctica que decorre no século 26 e que coloca três raças pela luta da sobrevivência: os Terrans, seres humanos exilados do planeta terra; Zerg, uma raça semelhante a insectos que luta pela perfeição genética; e osProtoss, uma raça humanoíde que luta pela sobrevivência da sua civilização e das suas filosofias.

O grande ponto da Blizzard, produtora do jogo, foi renovar os gráficos e ampliar a história de uma maneira a renovar o interesse dos velhos fãs do jogo e atrair novos admiradores. Isso tudo, mantendo seu estilo de engine (modo de o jogo funcionar). Os vídeos que aparecem antes dos níveis e o menu interativo (que permite escolhermos músicas, interagir com a “televisão” e o “rádio”, tudo em 3D) ilustram o brilhante trabalho feito.

Infelizmente não testei o jogo em multiplayer, mas a análise do site My Games E-Zine nos dá uma noção do que seria Wings of Liberty online:

O modo multiplayer é um dos pontos mais altos de Starcraft 2: Wings of Liberty, e é onde iremos colocar a nossa prática à prova, jogando contra vários jogadores do mundo inteiro. Este modo multiplayer é suportado pelo sistema Battle.net, que grava todas as estatísticas do jogador, e agora possui um sistema de replay que permite rever um jogo anteriormente jogado. No modo campanha temos acesso a uma facção, mas em multiplayer poderemos jogar com as três facções e em vários modos como todos contra todos, 1 contra 1, 2 contra 2, 3 contra 3, 4 contra 4 e uma equipa de jogadores humanos contra o computador.

Pra quem procura um jogo de estratégia perfeito, Starcraft II: Wings of Liberty é o nome! O game pode ser adquirido em lojas ou pelo site da Blizzard, cuja versão digital para download custa R$105,00.

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por Beto Carlomagno

Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo (Prince of Persia: The Sands of Time)

Está em cartaz em Londrina desde quinta-feira mais uma adaptação direto dos games, Prince of Persia: The Sands of Time. O filme adapta a famosa franquia que se estabeleceu como uma das principais no quesito exploração e ação. Eu não conheço a mitologia do jogo, sua cronologia ou história, o que conheço é um dos pontos pelo qual a franquia é muito famosa, sua jogabilidade e movimentação.

Cartaz do filme Príncipe da Persia

Prince of Persia, o filme, conta a história de um príncipe, óbvio, da Pérsia, mais uma vez óbvio, que, após a morte de seu pai, pela qual é acusado, tem que proteger um artefato mágico que tem o poder de voltar no tempo. O artefato, uma adaga que contém as tais areias do tempo, pertence a um povo conquistado pelos persas e que acaba nas mãos de Dastan (Jake Gyllenhaal), o príncipe do título. Agora, ele tem que, ao mesmo tempo, proteger a adaga de cair em mãos erradas e limpar seu nome da acusação de ter matado o próprio pai. Para isso ele vai contar com a ajuda da Princesa Tamina (Gemma Arterton), conhecedora dos poderes da adaga e guardiã do artefato.

O filme pode sim ser considerado uma boa adaptação, o que por si só já é um grande elogio. Normalmente, adaptações de games são famosas por não serem fiéis ao jogo base e por acabar com o charme do produto original. Essa visão tem mudado graças ao investimento e envolvimento cada vez maior das próprias produtoras de games no desenvolvimento das franquias em outros meios. Além disso, o filme traz o selo Disney e a produção de Jerry Bruckheimer, o mesmo produtor de grandes franquias como Piratas do Caribe e A Lenda do Tesouro Perdido. Esses nomes envolvidos já garantem uma produção acima da média, já que eles sempre entregam produtos da melhor qualidade e extremamente bem finalizados, e Prince of Persia não é uma exceção. Os cenários grandiosos, as locações – no Marrocos –, tudo é feito com o esmero que se espera desses grandes nomes. Além disso, o diretor contratado para a produção, Mike Newell (Harry Potter e o Cálice de Fogo), também é conhecido pelo seu bom trabalho na produção e no visual.

Outro ponto a favor da adaptação de Prince of Persia foi a introdução de elementos que fazem parte da mitologia dos games. O filme traz os tão conhecidos movimentos do personagem nos games, como andar pelas paredes, saltos e todas as habilidades de um praticante de parkour, e também se utiliza dos puzzles, tão famosos nos jogos. Eles tiveram o cuidado de mostrar o personagem solucionando quebra-cabeças que o levam a conseguir seu objetivo, o que é constante em jogos, e uma marca da série.

A ação e os efeitos especiais são impecáveis, garantindo ao espectador cenas de tirar o fôlego intercaladas com momentos de alívio cômico, algo comum nas produções de Bruckheimer. O filme tenta sim sugar um pouco do que foi feito em Piratas do Caribe, já que o produtor pretendia criar aqui uma nova franquia, mas não é nada que incomode. O verbo foi usado no passado porque acho difícil, depois da abertura nas bilheterias americanas – o filme estreou em terceiro lugar –, continuações serem feitas. Uma pena já que o filme é diversão da melhor qualidade.

Uma das grandes reclamações da maioria dos críticos é o uso de atores sem qualquer ligação étnica com os personagens. Eu entendo que seria melhor termos a representação fiel nas telas, mas também entendo o lado do produtor e do estúdio. Eles estavam produzindo um filme de 200 milhões de dólares e queriam rostos conhecidos para chamar o público. Isso as vezes da certo, as vezes não. Mas não é nada que faça o filme perder pontos.

*Beto Carlomagno é estudante do terceiro ano de Jornalismo da UEL. Além da coluna “Sessão de Domingo” ele assina o blog http://behindthescenes-takes.blogspot.com/

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