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Posts Tagged ‘homenagem’

por Vitor Oshiro

Lá vai ele. Com seu bloquinho de anotações, sua caneta azul e seu gravador antigo. Enquanto espera o entrevistado, confere as informações da pauta. Agora, ele é um porta-voz sobre as novas técnicas de estética. Horas antes, era um defensor ferrenho das crianças abandonadas que dormem no centro da cidade. Horas depois, será o narrador da tragédia envolvendo um feroz cachorro que estava sem a coleira e uma menina de 12 anos. Lá vai ele. Sabe que o futuro não lhe reserva grandes riquezas materiais. Sabe que a profissão que escolhera dificilmente o levará à posição de cidadão ilustre da cidade. Mas, mesmo assim, não se arrepende de ter se tornado o que se tornou. Não se arrepende? Mesmo com um duro golpe que levou quando a validade do seu diploma foi reduzida a nada? Não, realmente não se arrepende. Sabe que agora, mais do que nunca, precisa mostrar o seu valor. E, por isso, lá vai ele. Brigando contra o tempo; tentando, com sua dança de palavras, tornar presente o passado; tentando, e não conseguindo, estar em todos os lugares que necessita; tentando ser mais profissional e menos humano – ou, por muitas vezes, menos profissional e mais humano. Mais um dia chega ao fim. A jornada de trabalho foi reduzida pela lei. Mas a jornada de trabalho da cabeça de um jornalista não há lei que reduza. Pensando, pensando, pensando. “Amanhã preciso terminar a matéria tal, posso usar a introdução tal, ou isto poderia gerar um gancho para a reportagem tal”. E, assim, dorme, acorda, dorme, acorda. E, de novo, lá vai ele. Com seu bloquinho de anotações, sua caneta azul e seu gravador antigo. Tudo igual. Ou não… Hoje, ele vai com o orgulho de saber que acordou em um dia dedicado somente a ele. Ou não… Pensando, pensando e pensando, ele não tem tempo de lembrar isto. Mas, mesmo assim segue trabalhando… com seu bloquinho de anotações, sua caneta azul, seu gravador antigo… e um orgulho enorme de ser jornalista.

Parabéns a todos jornalistas e estudantes de jornalismo pelo seu dia !

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por Vitor Oshiro

Ontem, o LEC perdeu por 2 a 0 em casa (mais ou menos em casa, pois, o jogo foi em Paranavaí) para o Uberaba e foi desclassificado da Copa do Brasil.

Porém, os torcedores não precisam ficar tão tristes por dois motivos. O primeiro é que, caso o Tubarão se classificasse, iria pegar o Fluminense e poderia tomar de 10 igual o Naviraiense. O segundo motivo é a música de Ronaldo Sérgio da Costa em homenagem ao Tubarão que vi enquanto fuçava no orkut do torcedor fanático Auber Pereira. Como diria o grande poeta Pedro Bial, dá só uma espiadinha:

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por Vitor Oshiro

Mãe?

Quando a maioria das pessoas ouve esta palavra, logo tem em sua mente a noção de carinho, cuidado, amor e muitos outros sentimentos positivos. Sentimentos estes que são mesclados a um cheirinho de roupa lavada e daquela “comidinha” que é melhor do que a melhor culinária francesa.

 Mas, para algumas pessoas, mãe não é isso. Para alguns filhos, mãe não é sinônimo de proteção. Pelo contrário. Mãe é sinônimo de irresponsabilidade, desrespeito e medo.

Pelo menos é assim que enxergo as coisas depois de notícias como esta: “Mãe é presa por suspeita de manter filho de 9 anos acorrentado no interior de SP”, publicado no Portal G1. Mas, mesmo entendendo que isto ocorra, não consigo entender. Mesmo sabendo que existe mães assim, não consigo imaginá-las. Mesmo sabendo que elas são mães, é impossível chamá-las assim.

Então, o que será que leva a comportamentos tão diferentes? O que faz com que mães sejam capazes de desenvolverem uma super-força ao ver sua prole em perigo e outras que não dão a mínima? O que as faz tão diferentes? Será que é genético? Será que é criação?

Bom, não tenho a resposta, mas, aproveito para agradecer minha mãe por poder chamá-la assim e, principalmente, por ter a certeza que quando quiser poderei ter aquela roupinha lavada e aquela comidinha melhor que a melhor culinária francesa… pensando bem, que qualquer comida do mundo!

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