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Posts Tagged ‘ideias’

Por Fernanda Cavassana

Muita gente não liga, ela dá um pouco de atenção. Algumas coisas batem, é fato. E deve ser isso que lhe deixa mais curiosa e encantada. Algumas características estão sempre em realce em tudo que se relaciona com seu signo: mobilidade, comunicação, adaptação, inconstância, mudança. É geminiana. E além de geminiana, é adaptável, comunicativa, inconstante, volúvel.

Entra em sites, verifica horóscopos, só para desafiar se é verdade ou não.

O misticismo afirmava sua inteligência e habilidade para se adaptar às situações, ela tinha que se orgulhar. Seria algo como os ditados que ouvia: “se a vida lhe der um limão, faça uma limonada”. Ou até mesmo: “Tá no Inferno? Abraça o capeta”. Seria fácil, era fácil. Tudo tem seu lado positivo.

Em 17 anos de vida, mudou de cidade seis vezes. Conheceu zilhões de pessoas, fez amizade com muitas, se apaixonou por algumas. Sente e sofre com sua saudade. Comunicativa, pilhada, desencanada, feliz. Vive, bem ou mal, mas vive, gosta de se sentir viva. E busca valorizar tudo o que faz e tudo o que tem, inclusive as pessoas que se tornam próximas.

Os astros ainda dizem que geminianos fazem mais coisas do que deveriam, e se permitirem, ao mesmo tempo. Mais um ponto em comum! Ela até se sente assim: com várias pessoas dentro de si. É como se estivesse online o tempo todo, e a cada minuto precisasse acessar suas várias vidas digitais, não vendo limites concretos, nem razão para parar.

Não que eu acredite cegamente nisso, mas, ahh, é impressionante como ela e o zodíaco se encaixam bem!

Depois de analisá-la desde as primeiras horas da manhã, tive que dedicar um tempinho pra falar dela hoje. Mudou seu pequeno quarto completamente, algumas mexidas aqui, outras ali. Encheu uma parede de fotos, das amigas, dos momentos mais distintos, das suas histórias. Fotos que já haviam estado na parede, mas foram tiradas, colocadas, retiradas. E olha, que tudo, antes, tinha a sua cara! Mas já fazia um ano que aquilo tudo não saia do lugar… E, mesmo com as mudanças, ainda há um pouco dela em cada espacinho.

O horóscopo de hoje destacava: dia propício para reformas. Bingo! Reforma aqui, ali, mesmo que ela reforme a si mesma diariamente! É seu simples desejo pelo novo. O desejo de alguém que se cansa facilmente, até de si mesma. Menina-peixe, peixe-camaleão.

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por Leonardo Caruso

É incrível como é fácil discriminar. Não digo apenas no sentido violento ou preconceituoso. A palavra que cabe aqui é pré-conceitual. Mas qual a diferença entre preconceito e pré-conceito a qual me refiro? Bom, o preconceito, na minha denominação, está atrelada àquela pessoa que qualifica culturas e costumes diferentes das que está acostumado pejorativamente, ou seja, apenas o que lhe é gostoso é bom. O pré-conceito não tenta desmerecer o diferente, mas é fruto do desconhecimento do que aquela novidade traz.

Sempre tive essas idéias perdidas, mas nesse fim de semana tive oportunidade de reparar isso melhor. Fui ao show do Metallica em São Paulo. Para quem não sabe, o Metallica é uma das maiores bandas de metal de todos os tempos. E foi com esse título que muitos críticos descreveram a atuação da banda no país. Um show pra ficar na memória. Conceito dos jornalistas. Alguém que possui algumas informações sobre o gênero.

E as outras pessoas, como avaliam o metal, o que pensam dos metaleiros? Metaleiro ama metaleiro. Na van a caminho de São Paulo, qualquer um que estivesse de preto estava indo para o show. E comemorávamos… “Yeaaaah”!!!! Enquanto isso, as senhoras que nos viam olhavam com uma cara “é minha filha, o mundo vai acabar em 2012… se não acabar antes”. Um preconceito, talvez adquirido por uma formação mais tradicional. Mas não são as únicas pessoas a agirem de forma repulsiva. Alguns colegas, ao saberem do show, faziam piadas desmerecedoras do estilo musical, como se apenas o sertanejo ou o pagode é que podiam ser admirados. Preconceito.

Porém, existe o pré-conceito, no qual a pessoa pode não gostar, mas não desmerece. E foi o que aconteceu com um amigo de família. Quando ficou sabendo que ia nesse tal show, perguntou se era daquelas músicas de “rock pesado”. A filha dele explicou que não era pesado, era um rock trabalhado, gostoso. Dois conceitos para a mesma situação, sendo que ambos não possuem um conhecimento mais aprofundado do tema.

A garota me explicou depois porquê não considerava o Metallica como rock pesado: “o som deles não é sujo, gritado. Dá pra entender o que eles tocam e diferenciar os instrumentos”. Conceitos. Isso que ela escutou apenas algumas vezes comigo.

Pré-conceito. Para ela, o que interessava era a qualidade do som, para o pai dela, os tipos de instrumentos utilizados. Já para as senhoras e meus colegas, a imagem predominante entre os fãs de Metallica. Mas cada um, propositalmente ou não, faz uma distinção, uma análise comparativa, daquilo que ele conhece com aquilo que ele vê. E daí nascem os conceitos e preconceitos.

PS: o que a gente tem que fazer pra falar que foi no show do Metallica e que tava bom pra cara%#@!!!

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