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Posts Tagged ‘infância’

por Lígia Zampar

Se você ainda acredita na sua infância e na pureza dos personagens que sempre foram seus amiguinhos, preste atenção. No mínimo, eles não são normais como você sempre pensou.

Pior do que falar que Papai Noel não existe, é falar que a turma do Pooh usava dorgas.

Mas tem sentido!

Do Cogumelo Louco

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por Lígia Zampar

botecoliterario.wordpress.com

Espírito natalino no ar.

 Nas aulas de inglês, de espanhol, nos comerciais da TV, na decoração do shopping e na nova árvore da natal de casa, parece que o Natal começa amanhã. Esse ano voou. Tudo foi tão depressa, que parece que perdi tanta coisa. Deixei passar tantos momentos que poderia ter aproveitado mais. Rido mais. Chorado menos. E quando me dei conta é Natal. Depois, o ano acaba.

Todo ano esperava ansiosa pela véspera natalina. Reunir toda a família, trocar presentes e enfim, descobrir quem era meu amigo secreto. Melhor do que a véspera, só a preparação para este dia. A família já não se assustava quando o papelzinho que pegava era o nome do Serginho Malandro ou da Dona Florinda. Isso que dava deixar os netos preparem o amigo secreto. Agora cada um tem uma vida. Cada família tem ou quer passar em um lugar e se esquece de como era aquela noite. Mas novas noites virão. Diferentes, mas virão. Apesar de tudo isso, acredito que sou aquela menininha que espera pelo Natal de todos os anos.

Ainda não me acostumei com a idéia de ter que dormir no Carnaval e acordar no Natal. Não quero sequer pensar que a minha vida e rotina do próximo ano será diferente. Assim como perder o Natal aconteceu naturalmente, perder pessoas que realmente marcaram nossas vidas também será. Todas elas completam um ciclo. Elas fizeram parte do começo do meu novo ciclo há três anos e espero fazer parte do fim desse ciclo para elas.

Sei que ainda é cedo, mas só pra tentar achar meu espírito natalino perdido em algum lugar aqui dentro, desejo às minhas pessoas queridas o melhor que vida pode dar pra vocês. Sucesso!

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Por Fernanda Souza

Outro dia se deparou com uma das cenas mais marcantes de toda a sua vida. Ou, pelo menos, foi a que conseguiu reparar. Era jovem, uns vinte e talvez mais um ou dois anos. De dentro do ônibus dava pra ver várias crianças, jogando bets, ou taco, ou seja lá qual for o nome. De repente, passa um senhor, aquele de uns 65 ou 67 anos, perto da brincadeira e por ali pára. E fica olhando. E o ônibus pára pra entrar alguém. A cena é num terreno bem na frente do ponto. E não tem como não reparar. O senhor fica ali, um tempão. E dá pra imaginar que, na cabeça dele, vieram suas imagens da infância. Ele sorri. E fica paradinho, só de olho na agilidade das crianças. Rebate, e corre, e grita, e ri, dentro da sua cabeça. O  jovem observador dali de dentro do ônibus, é pego por um pensamento de: ôpa, pera aí. Mais do que se ver dentro de uma cena de filme, bem bonitinha (olhando de cabeça encostada na janela as crianças e o senhor, e fazendo reflexões sobre a infância e a ‘melhor idade’), se questiona sobre a sua infância, que já passou, igual a infância daquele senhor dos 65 ou 67 anos. Assim como se vê diante do que um dia será, e do que está fazendo desde já por seu futuro. De repente um branco. Parece que não está fazendo nada. Não consegue enxergar uma só coisa que esteja rendendo algo para sua vida. De repente uma luz, parece que está fazendo tudo o que pode, tudo o que está ao seu alcance, tudo o que alguém de vinte e talvez mais um ou dois anos pode fazer. Começa a pensar que na verdade, assim como aquelas crianças vão ter milhões de dúvidas um dia, e assim como aquele senhor já as teve, não existe algo que determine o que é certo a ser feito quando se tem vinte e poucos anos. Começa a ver que, por mais que digam que é a fase que determina o futuro, é possível mudar o destino, quando bem entender. Ou não. Começa a pensar que todas as fases são parte de um ciclo, que não é lá aquelas coisas de longo e que a infância não está tão distante, nem os 65 ou 67 anos. A criança rebate uma bola, perfeita. O senhor já vai andando. O ônibus segue. Os vinte segundos mais úteis daquele dia. Uma senhora entra no ônibus. Se levanta e dá o lugar.


***1º de outubro é dia do idoso

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