Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘jornalista’

Como boa caloura de Jornalismo, ainda estou me deslumbrando com coisas normais do dia-a-dia de um jornalista, como ter uma matéria publicada em um importante veículo de comunicação ou passar um dia na redação de um jornal. Simplesmente, me sinto virgem profissionalmente e, enquanto não deixo a virgindade de lado em vários alguns aspectos, vou me contentando com as pequenas felicidades que vão surgindo.

Uma dessas felicidades estudantis ocorreu na segunda-feira, dia 20 de setembro: Eu ganhei minha primeira credencial! Foi sem a expectativa de recebê-la, foi uma surpresa! E foi deliciosa…

Me sentia alguém importante. Eu tinha livre acesso a partes do evento que o público não tinha. Com aquela pulseirinha eu conseguiria cumprir minha pauta melhor do que eu imaginava! Me sentia sortuda, merecedora e especial. Acima de tudo especial.

Sei que nós, jornalistas ou estudantes de Jornalismo, não devemos nos deslumbrar com as facilidades que podemos ter em razão da profissão. Não é ético acharmos que somos uma celebridade ou que fazemos parte do mundo dos famosos. Mas naquele momento, a ética ficou em segundo plano nos meus pensamentos, por mais que eu tentasse abaixar minha ansiedade.

Com certeza, será um dia o qual me lembrarei há daqui 50 anos. Ganhei minha primeira credencial de imprensa na minha primeira pauta sobre moda. Será um sinal? Tenho três anos e alguns meses para descobrir, mas naquela segunda-feira à noite eu era, mesmo que só para mim, uma jornalista de verdade!

"A" credencial

Anúncios

Read Full Post »

por Vitor Oshiro

Lá vai ele. Com seu bloquinho de anotações, sua caneta azul e seu gravador antigo. Enquanto espera o entrevistado, confere as informações da pauta. Agora, ele é um porta-voz sobre as novas técnicas de estética. Horas antes, era um defensor ferrenho das crianças abandonadas que dormem no centro da cidade. Horas depois, será o narrador da tragédia envolvendo um feroz cachorro que estava sem a coleira e uma menina de 12 anos. Lá vai ele. Sabe que o futuro não lhe reserva grandes riquezas materiais. Sabe que a profissão que escolhera dificilmente o levará à posição de cidadão ilustre da cidade. Mas, mesmo assim, não se arrepende de ter se tornado o que se tornou. Não se arrepende? Mesmo com um duro golpe que levou quando a validade do seu diploma foi reduzida a nada? Não, realmente não se arrepende. Sabe que agora, mais do que nunca, precisa mostrar o seu valor. E, por isso, lá vai ele. Brigando contra o tempo; tentando, com sua dança de palavras, tornar presente o passado; tentando, e não conseguindo, estar em todos os lugares que necessita; tentando ser mais profissional e menos humano – ou, por muitas vezes, menos profissional e mais humano. Mais um dia chega ao fim. A jornada de trabalho foi reduzida pela lei. Mas a jornada de trabalho da cabeça de um jornalista não há lei que reduza. Pensando, pensando, pensando. “Amanhã preciso terminar a matéria tal, posso usar a introdução tal, ou isto poderia gerar um gancho para a reportagem tal”. E, assim, dorme, acorda, dorme, acorda. E, de novo, lá vai ele. Com seu bloquinho de anotações, sua caneta azul e seu gravador antigo. Tudo igual. Ou não… Hoje, ele vai com o orgulho de saber que acordou em um dia dedicado somente a ele. Ou não… Pensando, pensando e pensando, ele não tem tempo de lembrar isto. Mas, mesmo assim segue trabalhando… com seu bloquinho de anotações, sua caneta azul, seu gravador antigo… e um orgulho enorme de ser jornalista.

Parabéns a todos jornalistas e estudantes de jornalismo pelo seu dia !

Read Full Post »

Gomorra, um livro de Roberto Saviano, explora todo o mundo da máfia italiana, expondo os nomes dos grandes articuladores do submundo italiano e os processos no qual se dão o tráfico de drogas, os contrabandos, as falsificações, as disputas entre as famílias e de poder.

O autor, um jornalista italiano, vivenciou essas experiências e, como resultado, produziu este livro, um retrato, uma reportagem, uma grande matéria sobre a vida “alternativa” na Itália, principalmente em Nápoles.

Gomorra já virou filme, dirigido por Matteo Garrone, e foi vencedor do Grand Prix Cannes 2008. Infelizmente não assisti ao filme, ainda. Mas o livro vale muito a pena!

Serviço
Título: Gomorra
Autor: Roberto Saviano
Ano: 2008
Preço: R$39,00

Read Full Post »

Por Fernanda Cavassana

Há menos de uma semana eu ouvi de um professor: “Você gosta de escrever! Eu vejo, sinto que você gosta. Você é daquelas que escreve o tempo todo, que já senta e já vai escrevendo, não é verdade?”. A reposta? “É.. é, eu gosto. Mas, acho que prefiro ler”.

Tá, eu gosto de escrever. E sento e escrevo bastante, fato. Mas não produzo tanto quanto digito. É que também gosto de apagar. A tecla ‘Backspace’ talvez seja a mais sofrida do teclado, a que eu mais aperto. Emails escritos em horas de desespero, saudade, raiva, rancor ou dor. Amor, talvez. A maioria, senão todos, apagados. Depoimentos, recados, mensagens: os enviados quase sempre passaram por várias adaptações e apertões na tecla da setinha ali. É difícil fluir algo e simplesmente ficar. É difícil se colocar em palavras, o fácil é duvidar de que a pessoa compreenda a mensagem passada.

Sou travada, essa é a verdade. Até mesmo para um texto sobre um assunto que eu goste muito. A dúvida sobre a qualidade ou clareza do que escrevo sempre permanece e me dá mais trabalho. Às vezes, algo – como uma simples crônica de quarta pro blog [em especial as crônicas, na verdade] – que levaria alguns minutos para ser produzido, me toma várias horas.

Distraio, penso, distraio novamente. Tento fugir das idéias que virariam palavras, enfim, enrolo. No final, apago mais umas coisinhas ali, outras ali, reescrevo, empolgo e mudo tudo. Até o momento em que me conscientizo de que não posso depender só do backspace para escrever. Perco o medo, publico, envio ou entrego. Afinal, é só no mundo digital que se é possível voltar atrás do que já foi dito sem maiores conseqüências. É driblar o medo de errar, e se encorajar a ouvir as críticas, aceitar os erros, corrigir e aprender. Tudo na vida funciona assim.

E assim termina a crônica dessa quarta, meio perdida, sem fundamento, sem sentido. Apenas representando minha insegurança, meu medo das críticas e do erro. Porém, com o mínimo de rasuras possível.

No momento, me seguro para não apagar tudo isso e começar um novo post…

Read Full Post »

O bom e velho “lulês” agora ganha um livro com todas as aptidões nas mais variadas profissões que ele é ou não formado.
Nosso Humor de Quinta traz junto com as 10 profissões do nosso querido presidente, suas célebres frases que marcaram esses dois mandatos. Os comentários são do autor do livro e jornalista, Marcelo Tas. As datas são quando ele soltou as pérolas e o contexto.

Lula Advogado
Ninguém aqui é freira ou santo, não estamos em um convento, e não me consta na história que em um convento também não tenha briga.”

13/4/2009, no Palácio do Buriti, em Brasília, durante o lançamento do Pacto Republicano por uma Justiça mais ágil.

Lula comediante stand-up
“Roberto, você pode ficar de pé para minha mulher saber quem é o dono do banco dela?”

2002, para Roberto Setúbal, dono do Bando Itaú, em encontro com líderes políticos e empresariais, na reta final da campanha eleitoral.

O que um homem não faz para agradar a mulher na frente de outros homens?

Ao redor de Lula estavam os “anjinhos” que administram os seguintes “conventos”: José Sarney (Senado), Michel Temer (Câmara) e Gilmar Mendes (Supremo Tribunal Federal).

Lula Animal Político
“O povo cubano é o mais politizado do planeta Terra.”

19/2/2008, comentando o afastamento de Fidel Castro do governo de Cuba.

E se incluirmos outros planetas? Seriam os incas venusianos que invadiram a Terra nos anos 60, mas foram expulsos pelo super-herói japonês Nacional Kid?

Lula Economista
“Na primeira vez que me perguntaram se eu era comunista, respondi: ‘Sou torneiro mecânico’.”

Em entrevista para o livro “Lula, o Filho do Brasil”.

Entre Karl Marx e Adam Smith, o presidente-metalúrgico sempre optou pelos aperitivos com os “cumpanhero”.

Lula Filósofo
“O governo tenta fazer o simples, porque o difícil é difícil.”

17/6/2004, na 1ª Conferência Nacional do Esporte.

Te cuida, Confúcio!

Lula marketeiro
“A sorte tua, Nazareth, é que eu sou um cara bonito.”

2002, filme “Entreatos”, a 14 dias do segundo turno durante gravações do Horário Eleitoral Gratuito, para a maquiadora que o atendia na produtora de Duda Mendonça.

Sorte da Nazareth, azar do espelho.

Metamorfose Ambulante
“Você, Babá, se não falasse mal do governo não sairia nem na Gazeta do Pará. Sai no Jornal Nacional porque ataca o governo.”

29/04/2003, sobre as declarações contrárias ao governo do deputado petista Babá

Resumindo, Lula diz o seguinte: “você, Babá, é eu, ontem.”

Lula ser humano
“Minha mãe era uma mulher que nasceu analfabeta!”

8/3/2004, discursando no Dia Internacional da Mulher

Certamente, presida, sua mãe nasceu analfabeta, desdentada, com pouco cabelo e chorando de fome. Afinal, como a mãe de cada um de nós.

Técnico de futebol
“Eu sei que ele está magro. Mas vira e mexe a gente lê na imprensa que ele está gordo… Afinal, ele está gordo ou não está gordo?”

8/6/2006, conversando com o técnico Parreira, por meio de videoconferência, sobre a pança de Ronaldo Fenômeno.

Ronaldo não gostou de virar tema da conversa via satélite. Soltou uma bomba de bate-pronto: “A gente também lê na imprensa que ele (o presidente Lula) bebe pra caramba. Tanto é mentira que eu sou gordo como deve ser mentira que ele bebe pra caramba”.

Lula turista
“Parece Garanhuns. Só faltam mil anos de história.”

14/9/2007, comparando Toledo, cidade histórica da Espanha, com Garanhuns (PE), cidade onde nasceu.

Mil anos significam quantos mandatos presidenciais?

Serviço:
Livro “Nunca Antes na História Deste País”
Marcelo Tas
Editora Panda Books
1ª Edição – Ano 2009
R$37,90

Read Full Post »