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Londrix começa hoje

Festival Literário de Londrina traz debates, palestras, shows, lançamentos de livros, sessões de autógrafos e leituras
 Por Marcia Boroski
O Festival Literário de Londrina começa hoje e vai até 24 de setembro, reunindo convidados do Brasil todo para discutir e pensar a literatura. A programação deste ano vai trazer ao público debates, palestras, shows, lançamentos de livros, sessões de autógrafos e leituras.
 A abertura oficial da sétima edição do Londrix está marcada para hoje, às 20h, na Vila Cultural Cemitério de Automóveis, com lançamento dos livros “As certezas das palavras”, de Carlos Henrique Schroeder e “Ausências em Monólogos” de Marcele Franceschi. Além dos lançamentos dos livro também haverá Poesia in Concert, Dança & Poesia com Gabriela Baggio, Bonus Trash, Blues e Poesia.
 Muitos nomes de peso vêm para o Festival Literário. Dentre outros resaltamos: Luiz Ruffato, Marcelo Coelho, Luana Vignon, Ademir Assunção, Fernando Morais, Teixeira Coelho, Estrela Ruiz Leminski, Carlos Henrique Schroeder, Ana Luisa Escorel, Karleno Bocarro, Rubens Pileggi, Luiz Simon, Frederico Fernandes, Anderson Craveiro, Luciano Paschoal, Márcio Américo, Mário Bortolotto, Rodrigo Garcia Lopes,  Luiz Felipe Leprevost, Wagner Munhê.
 A programação completa pode ser encontrada no site http://www.festivalliterariodelondrina.com/programacao_2011.asp

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Por Marcia Boroski

Começou ontem a Semana Literária do Sesc. Com nomes de peso, a edição deste ano traz discussões sobre o mundo da literatura relacionado
à sedução e a civilização e também uma homenagem à Antonio Candido. As mesas redondas são uma ótima pedida para que aprecia uma boa litetaratura. Confira a programação e mais informações no podcast a seguir.

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por Leonardo Caruso

O Festival Literário de LondrinaLondrix – está com inscrições abertas para os interessados em participar da edição 2010 do evento com algum tipo de atividade. Quem tiver propostas de palestras, oficinas, workshops, leituras, lançamentos de livros, contações de histórias, performances, atividades lúdicas, exposições e outras atividades literárias pode enviar para a organização do evento até o dia 30 de junho pelo site do Festival. O Londrix será realizado nos dias 21 a 26 de setembro e discutirá os rumos da literatura feita no Brasil hoje em toda sua diversidade de experiências. A organização é de Christine Vianna e Marcos Losnak, com patrocínio do PROMIC (Programa Municipal de Incentivo à Cultura).

Do Portal Londrix.

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Seriam mais aparições? Personagens, espíritos da imaginação de Rogério?

Aquilo parecia loucura demais. Aliás, tudo parecia loucura desde que acordara com aquela ressaca. Mas será que era mesmo uma ressaca? Segundo Belle, a falecida e revivida-mais velha Belle, ele nem havia ido à festa.

O que aconteceu? A única certeza de que ele tinha até ali foi a vodca que havia bebido. Lembrava até da reunião com os pais de alunos e toda a repercussão da morte da família de Marcelo. E agora aquilo?

Estava ali, com uma versão mais velha de si próprio e da sua amada que acabara de ver morta. E do outro lado, um grupo, no mínimo, bizarro.

A casca grossa de sua diretora, os policiais que bateram antes na casa de Belle a sua procura. Os mortos, todos: Marcelo, sua esposa e suas três filhas e Belle, na versão jovem. Ainda havia a Coisa, que, no meio deles, parecia ser líder do grupo. E foi ela quem começou a falar antes que Rogério pudesse se assustar mais com tudo que via:

-Chega, não deu certo, vamos parar com isso.

De repente, Rogério percebeu que não sentia mais medo dela, aliás, estava indiferente a tudo ali.

– Desculpa?

– Olha Rogério, tentamos montar um sonho diferente, com idéias diferentes, rumos distintos e sensações também. Um sonho meio pesadelo, meio romântico, meio irônico, meio assustador. Falamos de religiosidade, misticismo, e assassinatos, etc. Medo, alegria, amor. Misturamos um pouco de tudo. Mas não deu certo. Cada um de nós, personagens dessa sua aventura louca, tentamos dar um rumo pra você. Mas sempre que encaminhava para uma solução, o outro ativava sua criatividade mais louca, e as coisas iam se complicando, se multiplicamos. Resolvemos parar com isso. Não fique triste, um dia sua história terá um fim. Agora, nos reunimos simplesmente para te acordar e deixar que você continue vivendo sua vida normalmente, sem se preocupar com o que lhe aconteceria toda vez que chegasse sua segunda-feira. Estamos saindo de circulação, e você já pode acordar.

Despertador, dor de cabeça, ressaca. A festa – e a vodca – de ontem havia proporcionado uma das noites mais longas da vida de Rogério. Um sonho doidão, que pareceu não ter fim, e que não atingiu isso por não ter obtido sucesso. Levantou, foi dar sua aula.

FIM

Leitores, a equipe do Londripost pede desculpas por terminar a história assim, de uma maneira forçada. Quando surgiu a ideia dessa nova seção, imaginávamos explorar o nosso lado literário. Porém, percebemos que não deu certo. A história tomava rumos diferentes e se perdia a cada semana. Somos estudantes de jornalismo da mesma universidade, mas temos opiniões e personalidades bem diversas. Como a história estava ficando incoerente e sem uma reta final, decidimos por encerrá-la já.


Fernanda Cavassana

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por Lígia Zampar

Ao tentar se levantar, Rogério percebeu que não estava tão bem. As dores no corpo agora se faziam mais presentes do que nunca e sua mente não conseguia parar de pensar, a cada minuto parecia que inúmeros pensamentos apareciam e desapareciam.

Com muito esforço se levantou e foi mancando até o portão do lugar que estava. Percebeu naquela hora que não havia nenhuma casa ou qualquer outro vestígio urbano perto dali. Teria que caminhar para encontrar alguém ou algo que pudesse levá-lo para casa.

Caminhando lentamente, Rogério foi colocando a ordem dos acontecimentos. O sonho, o acidente com Belle, seu encontro com o monstro, sua queda, o amuleto. Por um instante maior sua mente parou no pensamento do amuleto. Reconhecera aquelas pedras, aquela forma…Belle sempre estava com ele. Mas Rogério não se lembrava de tê-lo pego nem antes, nem depois do acidente.

Enquanto sua cabeça ia longe daquela estrada de terra, um carro apareceu do lado de Rogério, sem que ele pudesse notar. Um fazendeiro que morava um pouco adiante do celeiro estava voltando da cidade, indo em direção à sua casa e viu a dificuldade que estava o homem que caminhava na estrada.

– Está perdido, jovem?

Rogério se assustou com o homem que interrompia seus pensamentos.

– Pra falar verdade, não sei.

O fazendeiro sorriu e acrescentou:

-Acho que isto responde a minha pergunta. Posso te levar até a minha casa. Assim você pode descansar, beber alguma coisa e minha mulher pode ver esses ferimentos.

Rogério queria sorrir para agradecer, mas via o rosto de Belle ensangüentado na sua mente e não conseguia. Simplesmente, entrou no carro e acenou, esperando que o homem entendesse que estava grato por aquele gesto.

Parecia que o fazendeiro sabia que Rogério não queria falar naquela hora. Ficaram em silêncio durante todo o trajeto. Quando enfim chegaram à casa do homem, Rogério saiu do carro com dificuldade e pensou que seria muito rude entrar na casa de uma pessoa sem mesmo saber o nome dela.

-Desculpa não perguntar antes, mas qual o nome do senhor?

O homem que ainda saía do lado do motorista riu:

-Pensei que não fosse falar mais! Sou Armando, caseiro dessas terras há mais de vinte anos.

-Prazer, sou Rogério.

-É, eu sei.

Rogério parou como se tivesse ouvido algo que esperava como “bonito nome” ou algo do tipo. Mas nunca esperava ouvir que um desconhecido sabia que ele era.

-Mas como?

-Calma, meu jovem. Eu acredito em você. É isso que você tem que saber em primeiro lugar. Agora vamos tomar um café e comer um bolo. Aposto que você está faminto depois da noite que teve.

Antes mesmo de perguntar como ele sabia que sua noite tinha sido difícil, o estômago de Rogério roncou. Agora que tinha percebido como estava com fome.

A casa era simples, mas dava para perceber que era aconchegante. Logo a mulher de Armando apareceu com um bolo que depois de provado, era macio e com um gosto suave de erva doce.

A mulher falava muito e sobre tudo. Em menos de quinze minutos na mesa, enquanto Rogério já tinha comido três pedaços de bolos e duas xícaras de café, ela já tinha falado das duas filhas que moravam fora, dos cachorros que tinha, da horta que cuidava e mais algumas coisas que Rogério não conseguiu absorver.

A televisão estava ligada e o noticiário local começava. Para surpresa de Rogério, um rosto conhecido apareceu na tela e depois, a sua própria cara. Ele quase engasgou com o quarto pedaço de bolo. E olhou para o casal que não parecia nem um pouco surpreso.

-Vocês sabiam disso? Do acidente da minha amiga?

-Sabemos mais do que você imagina, Rogério. O que você procura apareceu nessa fazenda. E por isso que procuramos por você. Achamos que você é o único que pode acabar com isso que está nos assustando toda noite nas nossas terras.

 Este episódio foi escrito por Lígia Zampar e é o sétimo de uma série que será publicada toda segunda-feira.

Clique aqui para conferir os capítulos anteriores.

 

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por Lígia Zampar

Não aguentando mais guardar todas essas sensações só para si, Rogério sentou na mesa com Annabelle. Sempre com esses olhos serenos que nos acalmam, pensou ele antes mesmo de abrir a boca para falar algo do que estivera sonhando na última noite.

Após algumas xícaras de café, Rogério percebeu que Belle estava ficando impaciente com o rumo da conversa que não passava de futilidades, até que ela enfim perguntou o que realmente estava acontecendo. Era exatamente isso que ele esperava, uma brecha para cuspir todas as palavras fora do seu corpo, acreditando que os pesadelos cessariam com isso.

Rogério relatou todos os acontecimentos, desde o sonho com a família que morrera na mesma noite, a angústia da experiência, mesmo que só em sonho de ser atacado no canavial, até a cadeira de rodas que aparecera na despensa.

 Esperando que Belle dissesse que o pesadelo e a tragédia tinham sido só uma coincidência, assim ele poderia dormir com a cabeça mais em paz, as palavras que vieram de Belle foram bem diferentes. Ela acreditava piamente que tudo estava ligado de alguma forma, e que sim, para mais nervoso de Rogério, ele estava envolvido em tudo. Só faltava descobrir como.

Depois das xícaras de café, os dois estavam mais do que acordados, e a ressaca de Rogério parecia ter passado, pelo menos por um tempo. Annabelle pediu para que Rogério repetisse toda sua história, dessa vez pedindo sempre mais detalhes do sonho, de como acordou e ainda, dos passos da sua noitada. Ele não sabia se ela queria saber da sua vida, ou se era realmente importante. Na dúvida, relatou tudo o que lembrou: saiu de casa umas nove da noite, passou na casa de uns amigos, bebeu algumas doses com eles, e foi para uma festa.

Quando parou para pensar mais um pouco, percebeu que não se lembrava de ter entrado na balada. Ficara um tempo na fila, tomara alguma coisas com uns conhecidos e parecia que sua noite terminara ali. Mais ainda eram onze da noite e só chegara em casa depois das quatro da manhã. Não conseguia lembrar ao certo o horário da volta, mas sabia que era depois das quatro porque a sua grama estava molhada e o irrigador do jardim estava programado para funcionar todos os dias as quatro.

 Depois de algum tempo, Rogério foi obrigado a confessar a si mesmo que enfim, fora uma boa idéia contar todos seus passos da noite.

Belle não dizia nada, parecia estar pensando em alguma coisa que, de certa forma, assustava Rogério. Quando ela abriu a boca para falar, parecia que sabia muito mais do que Rogério naquele momento, que estava muito perdido. Porém, antes de pronunciar qualquer palavra, Belle se levantou e fez um gesto para Rogério a acompanhar. Descendo no porão, em meio de poeira e teias de aranhas, caixas e mais caixas pareciam fazer parte da decoração. Quando enfim ela falou, Rogério se assustou:

 – Essa foi minha última descoberta. Parece familiar?

Continua…

 

Para ler a Introdução, clique aqui.

Para ler o Capítulo 1, clique aqui.

Para ler o Capítulo 2, clique aqui.

Este episódio foi escrito por Lígia Zampar e é o quarto de uma série que será publicada toda segunda-feira. Entenda aqui.

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por Vitor Oshiro

“Literatura também é jornalismo”.

Calma, esta não é uma daquelas frases de caminhão proferidas pelo Pedro Bial em dia de paredão. É simplesmente a nossa justificativa para a nova seção do Londripost: o Literando.

O esquema é o seguinte: toda segunda-feira, um membro diferente da equipe do blog dará continuidade a uma história. Será como uma novela em que cada um escreve um capítulo.

O objetivo é exatamente variar estilos, variar linguagens, variar ideias. Um capítulo pode terminar como um drama terrível e o próximo ser uma grande comédia. Um personagem pode descobrir que está em estado terminal no fim de um “episódio” e no próximo pode cosntruir uma máquina do tempo para ir ao futuro, descobrir a cura da sua doença e voltar para se salvar! É terror, comédia, drama, ficção, realidade. Ou seja, tudo!

E vocês também podem ajudar na narrativa. As sugestões dos comentários serão incorporadas na história.

Bom, acho que deu para entender. A história começa já nesta segunda-feira. Confiram!

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