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Posts Tagged ‘mãe’

Por Fernanda Cavassana

A amiga quietinha do colegial, há 4 anos não me vê. Eu vejo ela em jornais e revistas, os ensaios fotográficos são os mais lindos. Virou modelo. Seu corpo mudou, sua cabeça também e suas atitudes muito acompanharam as transformações. As suas histórias também não combinam com a menina que eu vi dando seu primeiro beijo aos 16 anos. Que não saia tanto, não bebia e quase não namorava.  Hoje ela faz um tanto muito disso tudo. Está na faculdade, e, mesmo sendo a aluna número um em notas na época em que convivia com ela, já ganhou mais um ano no curso e algumas DPs pro currículo. Nem sei se somos amigas ainda. Amigas de infância sem muito contato, eu diria.

Minha mãe me contou uma história ontem que nos levou a uma conversa séria via MSN e que por pouco eu não transformei em discussão. Segundo ela, enquanto trabalhava, ouviu dois homens conversando sobre uma viagem que o outro tinha feito.

– Quando eu tinha 20 anos, eu dirigi um caminhão para a Coca-cola, hoje eu tenho o meu próprio caminhão! Nessa última viagem, eu levei o meu menino e disse que ele tinha que aprender a dirigir caminhão também, um dia ele pode precisar e já deveria saber.

– Mas, quantos anos tem o seu menino? – perguntou o amigo.

– 23.

– Nossa, como é engraçado. Quando nós tínhamos 23 anos, já éramos donos das nossas vidas, tínhamos filhos, responsáveis já por uma família e ralávamos para conseguir isso. Hoje, chamamos o filho, da mesma idade, de “menino”. (essa já era minha mãe na conversa)

– Pois é. Acontece que o mundo está ‘muito mais cruel’ hoje e nós protegemos cada vez mais nossos “meninos”.

Minha mãe tem dois filhos, os dois com mais de duas décadas de vida. Os dois, universitários, sustentados – como todos os nossos colegas da mesma idade – por ela e pelo meu pai.

Minha amiga pode ter mudado, mas isso pode ser apenas  uma conseqüência de uma adaptação a tudo que está a sua volta. Ela não foi a única que mudou, eu mudei. Todos mudaram. E sempre haverá mutações, porque é realmente chato chegar a um objetivo num instante. Talvez seja difícil lidar com mudanças, principalmente quando são as suas pessoas que mudam. Mas como um certo estranho me disse uma vez, a essência está ali ainda. As pessoas criam escudos, máscaras, proteções contras os seus medos, porém, muitos conseguem cultivar a personalidade e quem realmente são lá dentro.

“O mundo está muito mais cruel”. E já que eles viveram o mundo de antes e vivem no hoje, quem seria eu para discordar. Deve ser verdade.

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Pedir favores

por Pedro Rosa

Hoje no meu post quero falar sobre pedir favores. Todo mundo pede favores, normal, mas tem aqueles que abusam. È aquela velha história, pede a mão e leva o braço (nem sei se é assim, mas deu pra entender). Tem favores que podem ser recusados, mas tem um favor que não dá pra recusar, e não é por educação não, é porque se você recusar vai dar problema que é o favor de mãe.

Mãe sempre tem aquela mania de “pedir” favores nada abusivos(¬¬) como: “Filho, seca aquela louça lá pra mim, enquanto eu assisto Casos de Família” ou “Passa aquele pano no seu quarto enquanto eu pinto a unha”, e lembro-me de um que a minha mãe me pediu: “Filho, estou com um dó do povo de SC por causa da chuva, sepera SÓ roupas suas que eu quero fazer caridade”. Agora, ai de você se recusar. Quando se nega um favor desses, sempre acontece a mesma ladainha: “Eu te carreguei 9 meses…” ou “Eu faço tudo pra você”, e ainda “Você não serve pra nada”.

Mãe, podem pedir, de verdade, mas sejam mais persuasivas que isso. Não adianta me responder as coisas acima citado, eu não ligo. Agora, se minha mãe me pedisse do jeito que a Dona Lourdes pede, eu faria numa boa (mentira).


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  Por Fernanda Cavassana

Não que alguém vá passar fome se só puder comer o que ela cozinhar, isso também já seria exagero. Mas é que minha avó é prendada demais, tem aqueles vários cadernos e livros de receitas, tem segredos próprios, tem a manha. Assim, não dá pra comparar.

Acho que o fato de minha mãe não ter tanta intimidade com o fogão é conseqüência. Ela nunca foi obrigada a cozinhar, sabe o básico. Já minha avó, não. Com dez anos de idade, já estava à beira do fogão mexendo as panelas, cuidando da irmã mais nova enquanto sua mãe ajudava o pai na roça. Desde novinha, sempre ali, fazendo o almoço e/ou janta da casa. E ainda continua assim. É a cozinheira da casa, e mora com minha mãe.

 Há aqueles que tem talento, há sim as escolas e cursos de gastronomia, o que não podemos afirmar é que o “dom” para cozinhar é fator genético. As técnicas culinárias fabulosas de minha avó não chegaram a minha mãe, nem a mim, por meio do sangue. O que eu sei, é que só uma coisa é certa: para se tornar bom de fogão, a prática é necessária. Prática: o que minha avó tem de sobra, e o que mais falta à minha mãe.

Eu, iniciando meu terceiro ano longe da casa dos meus pais, já tenho mais tempo de independência culinária no fogão que dona Regina, minha mãe. Mas graças ao Restaurante Universitário – RU (para aqueles que fizeram careta ao ler isso: sim, gosto de lá e como no local diariamente), a comodidade me afasta da ação de cozinhar. Portanto, se não sou boa de cozinha – como mamãe, é porque tenho melhores opções. 

Frito ovos, faço macarrão, bifes e alguns pedaços de frango. Bolos, eu acerto os bolos! E, de vez em quando, acerto – ou quase isso – o arroz. Não passo fome sozinha, e ainda há os (meus amados) miojos! Tudo que fui aprendendo sozinha (me deixa ter orgulho disso?).

 Agora, estou aqui, no meu apartamento universitário sozinha, um mês antes das aulas começarem na UEL. Tendo que comer meus ‘variados’ pratos, e até que estou indo bem. Tirando lógico, o arroz abandonado no prato ao lado, que me encara. Ele é feio, seco, meio queimado, não me saiu um bom resultado no almoço de hoje. Vai, admito, estou com muitas saudades do RU! Aliás, estou morrendo de saudades até da comidinha da minha mamãe.

 Obs: como eu sei que a senhora Regina lê o blog, já peço que não fique chateada por te expor assim!
 Obs 2: A lasanha da minha mãe é uma exceção. Se forem convidados algum dia a prová-la, não levem esse texto tão a sério. É maravilhosa!

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por Vitor Oshiro


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por Vitor Oshiro

do G1

Ok! E o filme da Bruna Surfistinha não tem nada de… ah, deixa quieto!!

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por Vitor Oshiro

Mãe?

Quando a maioria das pessoas ouve esta palavra, logo tem em sua mente a noção de carinho, cuidado, amor e muitos outros sentimentos positivos. Sentimentos estes que são mesclados a um cheirinho de roupa lavada e daquela “comidinha” que é melhor do que a melhor culinária francesa.

 Mas, para algumas pessoas, mãe não é isso. Para alguns filhos, mãe não é sinônimo de proteção. Pelo contrário. Mãe é sinônimo de irresponsabilidade, desrespeito e medo.

Pelo menos é assim que enxergo as coisas depois de notícias como esta: “Mãe é presa por suspeita de manter filho de 9 anos acorrentado no interior de SP”, publicado no Portal G1. Mas, mesmo entendendo que isto ocorra, não consigo entender. Mesmo sabendo que existe mães assim, não consigo imaginá-las. Mesmo sabendo que elas são mães, é impossível chamá-las assim.

Então, o que será que leva a comportamentos tão diferentes? O que faz com que mães sejam capazes de desenvolverem uma super-força ao ver sua prole em perigo e outras que não dão a mínima? O que as faz tão diferentes? Será que é genético? Será que é criação?

Bom, não tenho a resposta, mas, aproveito para agradecer minha mãe por poder chamá-la assim e, principalmente, por ter a certeza que quando quiser poderei ter aquela roupinha lavada e aquela comidinha melhor que a melhor culinária francesa… pensando bem, que qualquer comida do mundo!

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por Leonardo Caruso

Mulheres da(s) minha(nossas) vida(s).

Você é casado? Comprometido? Tem alguma amiga que está sempre te apoiando? Ou você é daqueles machistas que pensam que mulher é só pra servir o homem?  Pare e pense! Olhe pra sua mãe. Diga o que você sente por ela! É incrível quando passamos a perceber que não existe o sexo frágil. Quando se é criança, a força da mulher nos passa tão despercebida. É apenas a mãe, a colega, a ajudante do lar. Talvez comecemos a mudar nossa idéia de garotas quando estamos virando “hominhos”. Elas nos parecem interessantes e intrigantes. O que se esconde por trás de toda aquela inocência? E começamos a nos arriscar. E conhecemos a mulher como homens. E amadurecemos. Do tempo em que as meninas brincavam de boneca e os meninos de lutinha, agora a esposa divide as responsabilidades, a mãe conta historias de quando você era um “pentelhinho” e ela tinha que dividir a atenção entre a casa, o trabalho e o pequeno “arteiro”. A amizade vira um convite: quer ser padrinho da minha filha? Do tempo em que não entendíamos o que ser mulher significava – para nós homens – até os dias em que dividimos com elas a mesma cama, escuta-se o velho discurso do papel delas na sociedade: servir. E para aqueles que assim pensam, devem ser extremamente inseguros de si. Devem ter medo de se tornar o próprio sexo frágil. Não consigo imaginar uma vida sem essas “ladies”. E a mudança de pensamento não está no fato delas terem queimado sutiãs, ou fazerem qualquer tipo campanha feminista. Aliás, sou contra esse tipo de pensamento limitado, que pouco difere do machismo. A diferença está na capacidade delas se sentirem e serem livres pra viver a vida, como qualquer pessoa. Trabalhar, estudar, sair, namorar, beijar, rir e chorar. Viver a vida! E como seria nossas vidas se não existisse uma mãe batalhadora que driblou as dificuldades para ver o filho se tornar um homem de caráter; uma amiga que te dá forças, que te apóia e te incentiva, uma pessoa que esquece seus próprios problemas pra te escutar e te dizer pra não desistir; uma namorada, ou esposa, ou simplesmente aquela pessoa que enxerga algo de especial em você, alguém que te dá as mãos e caminha com você, aonde a vida levar. Não existe o sexo frágil. As mulheres são tão capazes quanto qualquer pessoa. Aliás, são mais capazes e dedicadas que muitos “machões”. Mas como homem, eu vou ter que concordar com a máxima: “eita bixo complicado”!

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