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Posts Tagged ‘preconceito’

por Leonardo Caruso

É incrível como é fácil discriminar. Não digo apenas no sentido violento ou preconceituoso. A palavra que cabe aqui é pré-conceitual. Mas qual a diferença entre preconceito e pré-conceito a qual me refiro? Bom, o preconceito, na minha denominação, está atrelada àquela pessoa que qualifica culturas e costumes diferentes das que está acostumado pejorativamente, ou seja, apenas o que lhe é gostoso é bom. O pré-conceito não tenta desmerecer o diferente, mas é fruto do desconhecimento do que aquela novidade traz.

Sempre tive essas idéias perdidas, mas nesse fim de semana tive oportunidade de reparar isso melhor. Fui ao show do Metallica em São Paulo. Para quem não sabe, o Metallica é uma das maiores bandas de metal de todos os tempos. E foi com esse título que muitos críticos descreveram a atuação da banda no país. Um show pra ficar na memória. Conceito dos jornalistas. Alguém que possui algumas informações sobre o gênero.

E as outras pessoas, como avaliam o metal, o que pensam dos metaleiros? Metaleiro ama metaleiro. Na van a caminho de São Paulo, qualquer um que estivesse de preto estava indo para o show. E comemorávamos… “Yeaaaah”!!!! Enquanto isso, as senhoras que nos viam olhavam com uma cara “é minha filha, o mundo vai acabar em 2012… se não acabar antes”. Um preconceito, talvez adquirido por uma formação mais tradicional. Mas não são as únicas pessoas a agirem de forma repulsiva. Alguns colegas, ao saberem do show, faziam piadas desmerecedoras do estilo musical, como se apenas o sertanejo ou o pagode é que podiam ser admirados. Preconceito.

Porém, existe o pré-conceito, no qual a pessoa pode não gostar, mas não desmerece. E foi o que aconteceu com um amigo de família. Quando ficou sabendo que ia nesse tal show, perguntou se era daquelas músicas de “rock pesado”. A filha dele explicou que não era pesado, era um rock trabalhado, gostoso. Dois conceitos para a mesma situação, sendo que ambos não possuem um conhecimento mais aprofundado do tema.

A garota me explicou depois porquê não considerava o Metallica como rock pesado: “o som deles não é sujo, gritado. Dá pra entender o que eles tocam e diferenciar os instrumentos”. Conceitos. Isso que ela escutou apenas algumas vezes comigo.

Pré-conceito. Para ela, o que interessava era a qualidade do som, para o pai dela, os tipos de instrumentos utilizados. Já para as senhoras e meus colegas, a imagem predominante entre os fãs de Metallica. Mas cada um, propositalmente ou não, faz uma distinção, uma análise comparativa, daquilo que ele conhece com aquilo que ele vê. E daí nascem os conceitos e preconceitos.

PS: o que a gente tem que fazer pra falar que foi no show do Metallica e que tava bom pra cara%#@!!!

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por Vitor Oshiro

E aí, VOCÊ ACEITA???

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por Leonardo Caruso

 

Disseminada no mundo por marinheiros e muito comum no braço de astros de rock, a tatuagem tem sua origem em cada canto do planeta, uma vez que pesquisas indicam a presença da arte de desenhar/marcar a pele nas mais diferentes culturas e épocas, incluindo os egípcios e povos indígenas.

Na cultura ocidental, durante muito tempo, a tatuagem demonstrou marginalidade e apenas aquelas que não eram tidas como pessoas de bem é que as possuíam. Isso pode estar ligado à classe que deu impulso e ajudou a espalhar a técnica pelo mundo: os marinheiros.

Mas o cenário em que vivemos atualmente nos mostra um maior aceitamento das pessoas em relação à arte. E essa é, para Alessandro Stratico Cardozo, conhecido como “Ratto” e dono da loja Ratto Tattoo Clinic, a principal mudança de pensamento de quando a tatuagem era tida como cultura marginal para os dias atuais. “Mudou-se a concepção de tatuagem. As pessoas agora enxergam os desenhos como arte”, diz Ratto.

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por Vitor Oshiro

Já que quinta é dia de humor no blog, veja que a Uniban tem até apoio internacional…

 unibanwwww

Montagem indicada no Baixo Clero e chupada do Vi O Mundo

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Ele vivia resguardado em seu quarto escuro. O quarto era pequeno, quente e solitário. Pouco mais de um metro separava o chão do teto. Limpo? De jeito nenhum. Quem passasse mais de três horas naquele lugar se engasgaria com a poeira.

Ele nunca achou que seria conhecido. Sequer achou que sairia daquele pequeno cubículo em que vivia. Sua vida se resumia a pequenos feixes de luz que entravam vez ou outra e o faziam sentir que existia mais alguém no mundo.

Desolado, ficou por dias e dias quieto, triste e, por isso, incapaz de causar confusão com o menor dos seres vivos. A solidão e a apatia que sentia não combinavam em nada com sua aparência jovial e límpida.

Lembrava de quando foi morar naquele pequeno quarto. Achava que tudo seria diferente. Que andaria pelas ruas e sentiria o vento moldando sua face. Que se exibiria com o objetivo de quando nasceu: ser belo e agradar a todos.

Entediado da mesmice em que vivia, um dia resolveu sair. Tomou coragem e rompeu a estática que comandava sua vida. Foi todo perfumado e por onde andava recebia olhares. O isolamento, a timidez, a apatia foram todos embora. Restaram agora olhares enfeitiçados, olhares atiçados e elogios imediatos.

Tudo parecia perfeito como ele sempre quis. Mas, a perfeição não duraria muito tempo.

Logo, os elogios se excederam. De elogios passaram a repreensões.

Logo, os olhares se excederam. De olhares passaram a anseios desenfreados.

Logo, o feitiço se desfez. De alegria passou a novamente uma timidez infindável.

Novamente ele se escondeu. Não em um quarto escuro, mas, sob uma capa branca. Novamente a luz do sol passou a ser apenas uma lembrança. Novamente viveria em um quarto fechado, porém, agora, a vergonha fazia parte do seu quadro de sentimentos.

Depois, algumas vezes apareceu em entrevistas em programas de TV’s que queriam aproveitar seu caso para alavancar uns dois pontinhos de audiência. Mas, logo, foi esquecido no quarto escuro de novo. Seus 15 minutos de fama passaram e e que ele pensava de tudo isso? Não, ele não pensava que o pessoal havia exagerado e o tratado de forma preconceituosa, nem tampouco que eles haviam agido certo. A única coisa que passava pela sua cabeça: “como é sofrida esta vida de vestido rosa e curto, vio…!”

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