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por Beto Carlomagno

Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo (Prince of Persia: The Sands of Time)

Está em cartaz em Londrina desde quinta-feira mais uma adaptação direto dos games, Prince of Persia: The Sands of Time. O filme adapta a famosa franquia que se estabeleceu como uma das principais no quesito exploração e ação. Eu não conheço a mitologia do jogo, sua cronologia ou história, o que conheço é um dos pontos pelo qual a franquia é muito famosa, sua jogabilidade e movimentação.

Cartaz do filme Príncipe da Persia

Prince of Persia, o filme, conta a história de um príncipe, óbvio, da Pérsia, mais uma vez óbvio, que, após a morte de seu pai, pela qual é acusado, tem que proteger um artefato mágico que tem o poder de voltar no tempo. O artefato, uma adaga que contém as tais areias do tempo, pertence a um povo conquistado pelos persas e que acaba nas mãos de Dastan (Jake Gyllenhaal), o príncipe do título. Agora, ele tem que, ao mesmo tempo, proteger a adaga de cair em mãos erradas e limpar seu nome da acusação de ter matado o próprio pai. Para isso ele vai contar com a ajuda da Princesa Tamina (Gemma Arterton), conhecedora dos poderes da adaga e guardiã do artefato.

O filme pode sim ser considerado uma boa adaptação, o que por si só já é um grande elogio. Normalmente, adaptações de games são famosas por não serem fiéis ao jogo base e por acabar com o charme do produto original. Essa visão tem mudado graças ao investimento e envolvimento cada vez maior das próprias produtoras de games no desenvolvimento das franquias em outros meios. Além disso, o filme traz o selo Disney e a produção de Jerry Bruckheimer, o mesmo produtor de grandes franquias como Piratas do Caribe e A Lenda do Tesouro Perdido. Esses nomes envolvidos já garantem uma produção acima da média, já que eles sempre entregam produtos da melhor qualidade e extremamente bem finalizados, e Prince of Persia não é uma exceção. Os cenários grandiosos, as locações – no Marrocos –, tudo é feito com o esmero que se espera desses grandes nomes. Além disso, o diretor contratado para a produção, Mike Newell (Harry Potter e o Cálice de Fogo), também é conhecido pelo seu bom trabalho na produção e no visual.

Outro ponto a favor da adaptação de Prince of Persia foi a introdução de elementos que fazem parte da mitologia dos games. O filme traz os tão conhecidos movimentos do personagem nos games, como andar pelas paredes, saltos e todas as habilidades de um praticante de parkour, e também se utiliza dos puzzles, tão famosos nos jogos. Eles tiveram o cuidado de mostrar o personagem solucionando quebra-cabeças que o levam a conseguir seu objetivo, o que é constante em jogos, e uma marca da série.

A ação e os efeitos especiais são impecáveis, garantindo ao espectador cenas de tirar o fôlego intercaladas com momentos de alívio cômico, algo comum nas produções de Bruckheimer. O filme tenta sim sugar um pouco do que foi feito em Piratas do Caribe, já que o produtor pretendia criar aqui uma nova franquia, mas não é nada que incomode. O verbo foi usado no passado porque acho difícil, depois da abertura nas bilheterias americanas – o filme estreou em terceiro lugar –, continuações serem feitas. Uma pena já que o filme é diversão da melhor qualidade.

Uma das grandes reclamações da maioria dos críticos é o uso de atores sem qualquer ligação étnica com os personagens. Eu entendo que seria melhor termos a representação fiel nas telas, mas também entendo o lado do produtor e do estúdio. Eles estavam produzindo um filme de 200 milhões de dólares e queriam rostos conhecidos para chamar o público. Isso as vezes da certo, as vezes não. Mas não é nada que faça o filme perder pontos.

*Beto Carlomagno é estudante do terceiro ano de Jornalismo da UEL. Além da coluna “Sessão de Domingo” ele assina o blog http://behindthescenes-takes.blogspot.com/

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por Lígia Zampar

Desde a última terça-feira, o Haiti vive um caos. Talvez o maior dele, mesmo levando em conta o furacão de 2004 e o de 2008, e a trajetória histórica de um país que ainda busca por um espaço.

Uma equipe de pesquisadores brasileiros da Unicamp faziam pesquisas no país, quando o terremoto acabou com a sua capital, Porto Princípe. Eles criaram um blog sobre a pesquisa, e continuam alimentando o site com o que eles vêem hoje. Além de ter uma visão diferenciada da mídia como um total, é possível ter acesso a um Haiti destruído, e além de tudo, humano.

Vale a pena conferir.

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