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Posts Tagged ‘qualidade’

por Vitor Oshiro

Bom, seguindo o estilo do “Recomendamos” da semana passada, hoje, a seção ainda mantém o caráter de quintal. A dica de agora é o blog “ou sara, ou piora”, da estudante de Jornalismo da UEL Sara Hermógenes (sim… o nome do blog é um trocadilho a lá Casseta e Planeta com o nome da autora).

Esta é a imagem de cabeçalho do blog. Só não me perguntem o que ela significa...

O blog é bastante pessoal e tem certo ar literário. A autora consegue mesclar crônicas fictícias com histórias de sua vida – e de sua cachorra – de um modo que fica bem gostoso de ler.

Além disso, há uma seção que, particularmente, achei fantástica. É exatamente o contrário do que vocês estão lendo. É o “(não) Recomendamos nas férias” que, como o nome já diz, serve para a autora dar dicas construtivas de filmes ruins para você não assistir e até mesmo como não proceder no twitter se “não for famoso como o Tiger Woods”.

A única crítica que fica é a de que poderia haver mais postagens. Porém, acho que é exatamente por isso que o blog é de qualidade. É nessa falta de compromisso da publicação que ela se torna gostosa e legal. O leitor acaba sentindo que o blog é feito por prazer, praticamente por um hobby da leitora. Não há aquele apelo por comentários e por leitores assíduos. A impressão é a de que, se ninguém ler, a autora não se importará.

Bom, mais do que recomendar, ficamos felizes em ver esta nova “safra” de futuros jornalistas que enxergam nos blogs uma nova forma de mídia. Seja para informar ou mesmo para falar de sua vida particular – ou da vida particular de sua cachorra -, a qualidade está sendo mantida. E, como já afirmado aqui, a publicidade precisa ficar de olho nisso!

SERVIÇO

O endereço do blog é o http://ousaraoupiora.wordpress.com e o twitter da autora é o http://twitter.com/ousaraoupiora

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por Vitor Oshiro

O “Recomendamos” de hoje vem do meu quintal. Não, não estou indicando uma abobrinha plantada no fundo da minha casa. O quintal que digo é em termos jornalístico, ou seja, algo que você tem alguma ligação (tipo quando você faz uma matéria e o entrevistado principal é seu pai…¬¬).

Hoje, a dica é o blog Gonzada. Ele é quintal para mim, pois, até recentemente eu participava (ou quase). Mas, parcialidades à parte, o blog é excelente.

Formado por alunos de Jornalismo da UELMarcelo Ramalho (que rima com… baralho… rá), Letícia Nascimento, Luci Box, Desireé Molina, Marina Dias e Willian Casagrande -, o blog é uma maneira descontraída de informar, falar bobeiras, contar histórias variadas – e olha que varia mesmo… desde as pulseiras do sexo até os sabonetes que o pai compra – e, principalmente, praticar o jornalismo.

O blog existe desde junho de 2009 e já tem mais de 25 mil visitas. O nome vem exatamente da polêmica modalidade de jornalismo gonzo, marcada pela subjetividade e informalidade.   

E o blog é assim. Com o slogan “a gente escreve bêbado pra você ler sóbrio”, há debates sérios mesclados com imagens zoadas. Discussões polêmicas com crônicas e poesias. Jornalismo com humor.

É entrar e conferir. Como diria o Seu Creysson, eu agarantiúúúú

http://gonzada.com/

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Por Fernanda Cavassana

Há menos de uma semana eu ouvi de um professor: “Você gosta de escrever! Eu vejo, sinto que você gosta. Você é daquelas que escreve o tempo todo, que já senta e já vai escrevendo, não é verdade?”. A reposta? “É.. é, eu gosto. Mas, acho que prefiro ler”.

Tá, eu gosto de escrever. E sento e escrevo bastante, fato. Mas não produzo tanto quanto digito. É que também gosto de apagar. A tecla ‘Backspace’ talvez seja a mais sofrida do teclado, a que eu mais aperto. Emails escritos em horas de desespero, saudade, raiva, rancor ou dor. Amor, talvez. A maioria, senão todos, apagados. Depoimentos, recados, mensagens: os enviados quase sempre passaram por várias adaptações e apertões na tecla da setinha ali. É difícil fluir algo e simplesmente ficar. É difícil se colocar em palavras, o fácil é duvidar de que a pessoa compreenda a mensagem passada.

Sou travada, essa é a verdade. Até mesmo para um texto sobre um assunto que eu goste muito. A dúvida sobre a qualidade ou clareza do que escrevo sempre permanece e me dá mais trabalho. Às vezes, algo – como uma simples crônica de quarta pro blog [em especial as crônicas, na verdade] – que levaria alguns minutos para ser produzido, me toma várias horas.

Distraio, penso, distraio novamente. Tento fugir das idéias que virariam palavras, enfim, enrolo. No final, apago mais umas coisinhas ali, outras ali, reescrevo, empolgo e mudo tudo. Até o momento em que me conscientizo de que não posso depender só do backspace para escrever. Perco o medo, publico, envio ou entrego. Afinal, é só no mundo digital que se é possível voltar atrás do que já foi dito sem maiores conseqüências. É driblar o medo de errar, e se encorajar a ouvir as críticas, aceitar os erros, corrigir e aprender. Tudo na vida funciona assim.

E assim termina a crônica dessa quarta, meio perdida, sem fundamento, sem sentido. Apenas representando minha insegurança, meu medo das críticas e do erro. Porém, com o mínimo de rasuras possível.

No momento, me seguro para não apagar tudo isso e começar um novo post…

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