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Posts Tagged ‘republica’

por Leonardo Caruso

Morar na bagunça.

Até pouco tempo eu estava me sentindo um estranho, alguém fora do ninho. Meu apartamento é totalmente bagunçado, muitos livros e CDs jogados, roupa por toda a casa (que é minúscula, por sinal), a cama não arrumada (e já tem mais de mês isso), além das minhas tralhas e minha guitarra. Ah, e sempre com aquela quantiazinha de louça a lavar.

Isso, para os padrões de um estudante de jornalismo médio (aqui na UEL) é uma coisa de outro mundo. Todas as casas e apartamentos que visitei sempre estiveram limpos e arrumados. E isso me perturbava. Não é possível que em 2 anos eu tenha relaxado tanto com a faxina de casa…

E não relaxei. O que aconteceu é que eu simplesmente mudei de nicho. Estava habituado a morar com outras pessoas. E outras mais nos “visitavam” TODO dia. Havia uma sala, havia TV, havia almoço coletivo. Era praticamente uma república. E foram as repúblicas que andei visitando ultimamente que me fizeram perceber que a bagunça é a essência de uma vida universitária. Não ela como causa, mas conseqüência.

As repúblicas do meu irmão (em Campinas) e de meus amigos (em São Carlos) são belos exemplos de uma vida universitária longe dos pais: uma bagunça organizada. As roupas sempre estão em algum canto, a mesa sempre tem uma garrafa de alguma coisa ou então um computador, o sofá da sala tem cara de que alguém dormiu por lá mesmo (isso quando o próprio alguém não está com o corpo estiradão). Não podemos nos esquecer das bugigangas espalhadas pela casa e principalmente aquela louça na pia, esperando para ser lavada.

Tudo isso não é relaxo, mas é que como universitários temos muitas coisas para pensar, muitas para fazer. As listas de estudos, o estágio, as baladas, os churrascos e bebedeiras com os amigos. O tempo gasto para nos formarmos, para trabalharmos para nos sustentarmos e, acima de tudo, o tempo de aproveitarmos a companhia dos amigos.

E nesse carrossel todo, a bagunça é irrelevante. É a hora em que o jeitinho é útil, necessário e bem vindo. É sinal de que estamos aproveitando o tempo.

Minha maratona “republicana” me deu uma saudade das brigas pra ver quem vai lavar a bendita louça, quem vai no supermercado ou por ter acordado o amigo com som alto. As minhas andanças só me fazem querer que dezembro chegue e eu possa me mudar.

Além de tudo que escrevi até agora, tem o essencial, que guardei em segredo: vou ser vizinho de uma padaria 24h! E acho que isso é o que mais sinto saudade em qualquer república e é o que está faltando pra minha bagunça.

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Às vezes me pego pensando sobre a integração entre cursos da UEL. Será que essa integração existe ou não? Eu que não saio para conhecer pessoas de outros cursos ou realmente há certos cursos que não se misturam?

Penso que se eu não fizesse uma atividade extra-curricular, como jogar pela Atlética Geral, eu não teria conhecido quase ninguém de outro lugar da UEL, senão do departamento de Jornalismo. Tudo bem, não vou em cervejadas ou festas em repúblicas, mas será que deveríamos conhecer novas pessoas apenas em lugares regados a álcool?

O álcool realmente ajuda a desinibir e fazer com que a integração ocorra. O detalhe é que a integração não ocorre pela pura integração de cursos. Essa tal integração, na maioria das vezes, possui intenções não-acadêmicas.Não digo que seja errado. Universidade existe para se fazer amigos, conseguir amores passageiros e namoros duradouros, mas estranho o fato de as pessoas terem de ir a uma festa para descobrir que uma menina que faz física não é nerd e bitolada, que alguém de dread pode não estudar Ciência Sociais e que alguém de Agronomia pode não gostar de sertanejo e caminhonetes.

Chegamos a ver sempre as mesmas pessoas no RU, mas nunca a cumprimentamos ou puxamos papo, porque tememos ser tachado de invasivo, entrão ou estranho. Penso que a universidade passaria a ser ainda mais legal se deixamos um pouco os preconceitos de lado. Às vezes, aquela pessoa que sorriu pra você, mas não a conhece, quis ser apenas amigável.

O mercado de trabalho já nos deixará tão comedidos quanto às atitudes e falas, não há porquê adiantar essa vida travada por normas sociais na universidade. Somos jovens e devemos agir como tal. Como pessoas abertas a novas experiências que aceitam o “oi” da menina de cabelo laranja, a acenada com a cabeça do menino de calça rasgada e havaiana e a festa regada a sertanejo, bota e fivela.

Se a universidade nos renderá os melhores anos de nossas vidas. Por que não aproveitá-los com desmistificações e aprendizados sociais? E isso serve para mim mesma.

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por Leonardo Caruso

Não fiquei chocado, fico chocado quando vejo as denúncias de corrupção, quando aparece o filme de Arruda recebendo dinheiro

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta sexta-feira, a respeito da prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.

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