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Posts Tagged ‘semana’

por Lígia Zampar

Sair de casa ou ir pra casa?

Morar em dois lugares, em duas cidades e em dois estados ao mesmo tempo não é fácil.

Quando venho pra cá (ou pra lá) tenho que planejar toda minha vida de lá (ou de cá). É arrumar mala, esvaziar geladeira, limpar a casa, comprar de passagem de ida. Depois é desfazer mala, encher geladeira, sujar a casa, comprar passagem de volta.

Às vezes cansa. Às vezes dá saudade. É tão bom chegar em casa (aqui ou lá) e receber aquele abraço de boas vindas e ouvir toooodas as novidades, que mesmo contadas por telefone não têm a mínima graça se comparada quando é ao vivo.

Quando penso que vou ter tempo pra fazer aquele trabalho de semiótica que não sai nunca, ou estudar para a prova de economia, esqueço logo que vejo a agenda da semana toda. Tanta coisa, visita, festa, churrasco, que pareço mais ser uma visitante do que  uma moradora.

Essa coisa toda me deixa confusa.

Lá (ou cá) acho meu cantinho. Cá (ou lá) me sinto confortável e segura. Ou tenho duas casas, ou na verdade, não tenho nenhuma.

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por Poliana Lisboa (enquanto estavamos cobrindo a Semana de Comunicação aqui de Londrina, a estudante do quarto ano de Jornalismo da UEL, Poliana Lisboa, marcou presença na XII Semana Integrada de Comunicação, realizada em Maringá, e aceitou o convite do Londripost para contar o que rolou por lá. Confiram.)

Na redação de um jornal de interior, o telefone toca. Nenhum outro jornalista atende, sobra para você. Na linha, uma senhora questiona o motivo de faltarem notícias sobre a gripe A na cidade, como estão as investigações.  Algum tempo de conversa e ela entrega: seu neto morreu de gripe A este ano, os pais ainda não superaram a perda, os brinquedos ainda estão como ele os deixou e no outro dia seria o aniversário de 6 anos do neto. Depois de quase meia hora no telefone, você vai sugerir a pauta para o editor. Mas, a proposta do editor não é de apurar as providências das autoridades, pelo menos não de início. Ele sugere usar o aniversário do garoto, como gancho e manchete no outro dia; fotografar os brinquedos da criança; falar sobre a dor desta família. O que você faria nesta situação. Pediria para uma família que ainda não superou esta perda para que exponha esta dor? A que custo? E, apesar de saber que a matéria chamaria atenção, isto é de interesse público?

A questão levantada por uma jornalista da cidade de Maringá, que viveu esta situação, serve para exemplificar o debate desta Semana Integrada de Comunicação que aconteceu entre a última segunda (26) e quinta-feira (29). Era o segundo dia de palestras e os três jornalistas da mesa-redonda, após tanto falar sobre ética e moral no jornalismo para combater a espetacularização negativa nos meios de comunicação, disseram que publicariam esta notícia e que o importante era o tratamento que a jornalista daria a ela. Mas será?

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por Leonardo Caruso

Para um, começou como uma brincadeira. Para outro, como uma aposta no desenvolvimento de um novo meio de comunicação. Para ambos esse processo não tem mais volta. Participando da I Semana de Comunicação, os jornalistas Cláudio Osti, criador do blog Paçoca com Cebola, e Nelson Capucho, dono do portal Londrix, estiveram na UEL na noite desta terça-feira (27) para debater comunicação online.

Quando a internet apareceu, poucos sabiam da revolução que ela causaria no modo de nos comunicarmos. Porém, com poucos anos passados desde sua criação, algumas pessoas passaram a ver neste meio uma grande oportunidade de se fazer jornalismo. Nelson Capucho sempre esteve envolvido com projetos que utilizassem os meios online para divulgação de notícias e, atualmente, acredita ser muito difícil que não se espere o fim dos impressos. Seu companheiro de debate, Cláudio Osti, é mais contundente quando afirma o fim do jornal impresso, explicando que “as pessoas perderam o hábito de leitura, têm tudo na internet”. “Assino jornal para ter o prazer de ver o cachorro destruir”, brinca.

Um dos temas abordados durante a mesa redonda foi a diminuição do tamanho dos textos. Para Osti, a tendência é as pessoas lerem resumos e acessar apenas aquilo que interessa a elas. “Antigamente se escrevia em 300 linhas, diminuiu-se para 100, chegou a 10 linhas e agora você escreve uma ‘short message’ em menos de 160 caracteres”, comenta Capucho, creditando essa adaptção às novas tecnologias.

E esses novos meios de expressão estimulam o questionamento da linguagem a ser utilizada, o que para o jornalista Cláudio Osti é algo indefinível: “não acredito que teremos uma linguagem padrão. A cada tecnologia desenvolvida, se desenvolvem outras inúmeras, cada uma com seu modo de ser expressada”.

A conversa ainda serviu como incentivo ao desenvolvimento de blogs. Capucho acredita que iniciativas como o Londripost são importantes para a formação do aluno e ajudam a criar espaço para novos conceitos e percepções de como se fazer jornalismo. Osti complementou a importância de projetos como o blog atentando ao fato de que é necessária responsabilidade e comprometimento. “É muito diferente o ritmo das matérias da universidade e do jornalismo real. Você precisa atualizar constantemente um blog assim como num jornal você precisa ter matéria. É um exercício interessante para o estudante“, explica.

Finalizando com questões a respeito do futuro dos jornalistas, o grande problema que tem se instaurado nessa era tecnologica é, pelas palavras de Cláudio Osti, “a destruição do patrimônio do jornalista, que é a detenção da informação”, referindo-se ao fato de, hoje em dia, tudo ser notícia e todos terem essa informação. “O bom profissional sempre vai ter emprego”, acrecenta. Para o responsável pelo Londrix, “o verdadeiro comunicador está entre o professor sem especialização [jornalística] e o jornalista sem bagagem”.

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Por Fernanda Cavassana

Sem vagas disponíveis, condutor para sobre o calçadão para embraque

Sem vagas disponíveis, condutor estaciona sobre o calçadão para embarque

Legalmente, só é permitido estacionar três metros de distância das esquinas

Legalmente, só é permitido estacionar três metros de distância das esquinas

O acesso a rampas não deve ser bloqueado

O acesso a rampas não deve ser bloqueado

Estacionar em locais proibidos causa transtornos ao trânsito

Estacionar em locais proibidos causa transtornos e atrapalha o trânsito


*Fotos tiradas dia 23 de setembro de 2009 no centro de Londrina às 15h.  Créditos: Fernanda Cavassana

O Londripost quer saber:

Qual sua opinião sobre a semana municipal de trânsito de Londrina? Campanhas como a Pé na Faixa ajudam, de fato, o trânsito? O que está faltando para que a legislação seja cumprida? Com que frequência você vê infrações como as da foto?

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Ontem (11/09), o Londripost completou uma semana de vida de forma bastante positiva. E os números mostram isso: foram 1710 acessos (somente ontem tivemos 538 visitas) e 90 tweets. Realizamos a cobertura do Intercom 2009, escrevemos crônicas, recomendações e outros artigos de conteúdo jornalístico.

Mas, o que mais chamou a atenção foram as notícias. Noticiamos no twitter que o Ceca suspendeu as aulas antes de qualquer veículo de comunicação de Londrina (e com informações corretas e apuradas) e conseguimos uma entrevista exclusiva com o fake @barbosaneto.

Também estimulamos a participação do leitor. Mesmo que seja de forma contida, tivemos 70 comentários em nossas postagens, além dos e-mails e respostas pelo twitter.

Bom, em nome de todos estes números quero agradecer toda a equipe do Londripost pela dedicação e também aos leitores que estão apoiando e divulgando nosso trabalho.

Obrigado,

Vitor Oshiro

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