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Posts Tagged ‘seriado’

por Lígia Zampar

Quem é fã dos livros de Sherlock Holmes, de Sir Arthur Conan Doyle, e assistiu ao filme lançado em 2009 com certeza se decepcionou. Longe daquele homem que consegue resolver mistérios sem sair da sua casa, o longa-metragem coloca ação em todo movimento de Holmes, deixando o seu raciocínio em segundo plano.

Uma nova série da BBC, Sherlock, vem pra mostrar porque Holmes é amado e odiado ao mesmo tempo por seus leitores e agora, telespectadores. Famoso por utilizar métodos científicos e lógica dedutiva, muitas vezes ele se entusiasma com o mistério e esquece que existem vidas em jogo, e por isso parece não ter emoções.

Até agora foi lançada a primeira temporada com três episódios, de 90 minutos cada. O tempo é suficiente para desenrolar um bom enigma e chegar a um desfecho. Os primeiros programas registraram média de 7,3 milhões de espectadores na Grã Bretanha, o que confirmou a realização da segunda temporada, ainda sem número certo de episódios.

A série conta com o ator Benedict Cumberbatch no papel de Sherlock Holmes, além de Martin Freeman, que dá vida ao fiel escudeiro Watson.

Ao contrário da obra literária, onde Holmes vivia na era vitoriana, o seriado mostra o detetive no século XXI: um homem conectado à internet e viciado em SMS. O que torna a adaptação ainda mais irrestível é a capacidade de trazer um personagem de 1887 para o dia de hoje sem perder seu charme, inteligência e, às vezes, arrogância.

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Por Vitor Oshiro


Quem é fã de literatura ou já prestou vestibular conhece a excelente obra “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo. E, assim como a fama da obra, há uma peculiaridade na narrativa que é de senso comum: o protagonista não é um homem ou uma mulher, ele se configura como o próprio cortiço.

Para mim, a série Lost pode ser entendida como uma evolução da obra de Azevedo. Digo isso pois a série também traz um lugar como personagem principal – a ilha -, porém, consegue que os personagens secundários nos encante. É impossível pensar em alguém que acompanhou os seis anos misteriosos da narrativa criada por Carlton Cuse e Damon Lindelof e vai esquecer esses personagens secundários. Ao contrário de “O Cortiço”, que nos deixa apenas com algumas histórias inusitadas na lembrança.

Mas, as comparações entre as duas obras param por aqui. Aliás, essa comparação é sem sentido por se tratarem de épocas e, principalmente, propostas diferentes. Lost não parecia ter a pretensão de se tornar o que se tornou. O objetivo era ser uma das mais famosas e assistidas séries de televisão. Conseguiu isso e muito mais além. Ela se tornou um marco pela interatividade e pelo grau de paixão que criou com os fãs.

E, assim como a série cresceu, as personagens também mudavam. Todas passaram por períodos de rejeição, amor, idolatria, indiferença pelo público. Mas, afinal, o que é ser humano? Não é passar por rejeição, amor, idolatria, indiferença e todos os outros sentimentos? Sim, Lost explorou isso e nos fez sentir que aqueles personagens eram humanos de um modo muito maior do que as “histórias baseadas em fatos reais” espalhadas por aí. Parece ridículo dizer que uma histórica tão fictícia possa ser tão real, porém, Lost atingiu este paradoxo de uma forma quase que perfeita.

E seu último episódio, exibido nos EUA domingo (23/05), veio a coroar tudo isso. Se sua vontade era ter todas as respostas mastigadas, fique com as novelas da Rede Globo. O fim de Lost trouxe uma carga emotiva impactante e nos deixou com uma sensação estranha de dar mais valor às perguntas do que às respostas. Um desfecho enigmático e coerente com o que foi toda a história.

Porém, o fato de algumas explicações terem ficado pendentes é o que torna a série imortal. O último episódio foi ontem, entretanto a série continua nos fóruns espalhados pela internet e, principalmente, na cabeça de cada fã, que bola hipóteses e teorias que vão das mais científicas às mais espirituais possíveis.

Científico e Espiritual. Esse foi apenas um dos dualismos que a série apresentou. Um balaio de sociologia, filosofia, lendas, física, matemática, entre outras. Lost não pode ser vista como uma série famosa, mas como uma revolução no modo de contar uma história. E, mais uma vez ressalto: uma revolução com rostos marcantes, afinal, que irá esquecer o jeito coerente de Jack, a fé de Locke, a redenção de Sayd, a simpatia de Desmond, as “sardinhas” de Kate, o ar de “anti-herói” de Sawyer, a generosidade de Hugo, a complexidade de Ben e muitas outras personagens que, mesmo entrando em nossas vidas por 50 minutos de semana a semana, se portavam como se fossem da nossa família.

Com isso, termino agradecendo aos produtores por ousarem e nos brindarem com este banquete, ou melhor, com essa obra-prima. Pronto, encontrei a palavra perfeita. Lost é isso: uma obra-prima, daquelas que muitos olham e acham apenas borrões ridículos sobre uma tela, porém, que outros – e espero que seja a grande maioria – reconheça o valor de algo único e especial.

Vitor Oshiro se desligou do Londripost recentemente e escreveu este “Recomendamos” especial sobre o fim da série Lost.

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por Vitor Oshiro

Antes

Depois

Então, se você é feio, cheio de espinhas, cabeçudo, orelhudo, gordo e tudo mais, aguarde mais 20 anos…

do Web Repolho

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Por Fernanda Cavassana

A série não está no ar no momento, não é a mais comentada no Twitter ou nos Blogs, mas merece um post meu. Sou fã, pronto.

Produzida pela FOX e conhecida no Brasil como 24 horas, a série do magnífico Jack Bauer (personagem de Kiefer Sutherland) me conquistou desde a primeira vez em que foi passada na Globo. Patriota, ele é agente da fictícia Unidade Contra-Terrorismo (CTU) da cidade de Los Angeles – agência responsável pelo combate ao terror nos EUA.

Após os ataques de 11 de setembro de 2001, a proposta de trazer o terrorismo para a TV foi bem aceita pela população americana e 24 horas garantiu sucesso lá.

A dinâmica de cada episódio é o suficiente para prender a atenção do espectador e exigir o acompanhamento da história. São 24 episódios por temporada, com duração de uma hora cada um e com todos os acontecimentos em tempo real.

Quem acha que só há violência e a série é extremamente policial, engana-se. Relações diplomáticas entre diversos países e os EUA, chantagem, e a forma como o governo americano lida com cada ameaça terrorista: são as bases para tudo que Jack Bauer tem que enfrentar. Matar seu amigo e colega de trabalho para garantir que uma bomba não mate outros milhares de americanos, é um dos exemplos da política retratada no seriado e a importância do personagem na defesa de seu país.

Jack Bauer (Keifer Sutherland)

Diferente da maior parte dos filmes e seriados que assistimos, nem sempre há um final feliz para cada temporada de 24h. Porém, é possível se emocionar com o sofrimento e a dor presentes nas histórias. Sete temporadas já foram produzidas, e a oitava será lançada no começo de 2010. Muitos dizem que será a última, já que sua produção tem um custo muito alto à Fox.

Já assistiu a 24 horas? Senão, eu recomendo. Vale a pena ver todas as temporadas enquanto a oitava ainda não sai do forno.

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