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Posts Tagged ‘suspense’

Era tudo o que Rogério precisava, mais uma preocupação para atormentar sua mente. Além do mistério que envolvia a cadeira de rodas e o assassinato da família Fazzioli, uma máquina louca, e ainda a possibilidade de um assassino estar atrás dele.

Não podia ser verdade. Pelo menos não tudo aquilo, era loucura demais para uma pessoa em uma noite só.

Belle entendia que todas aquelas informações estavam estourando o cérebro de Rogério, mas a preocupação e a adrenalina em pensar que o professor presenciou e poderia solucionar o crime eram maiores. A portuguesa sabia que quanto mais o tempo passasse, mais as informações do futuro que Rogério presenciou, assim como as informações do passado, sumiriam.

-Rô, faz um esforço! Se você realmente presenciou a morte da família nesta madrugada, além de conseguirmos ajudar a polícia a pegar um criminoso, podemos te proteger! Você pode ser a próxima vítima.

-Eu não consigo acreditar em nada, acho que vou pifar. Como tudo isso é possível? Como quebrar a barreira do tempo? Você falou que eu posso ver e mudar o futuro, Belle, isso é impossível.

-Eu entendo como deve ser difícil para você, mas você terá que se esforçar, driblar essa dificuldade para tentarmos consertar isso.

-Belle, e a cadeira? Você disse que quando voltou para cá eu havia saído com ela. Qual a relação dela com tudo isso?

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 por Lígia Zampar

  

A Rainha do Crime

A Rainha do Crime

Dez negrinhos vão jantar enquanto não chove;
Um deles se engasgou e então ficaram nove.
Nove negrinhos sem dormir: não é biscoito!
Um deles cai no sono, e então ficaram oito.
Oito negrinhos vão a Devon de charrete;
Um não quis mais voltar, e então ficaram sete.
Sete negrinhos vão rachar lenha, mas eis
Que um deles se corta, e então ficaram seis.
Seis negrinhos de uma colméia fazem brinco;
A um pica uma abelha, e então ficaram cinco.
Cinco negrinhos no foro, a tomar os ares;
Um ali foi julgado, e então ficaram dois pares.
Quatro negrinhos no mar; a um tragou de vez.
O arenque defumado, e então ficaram três.
Três negrinhos passeando no Zoo. E depois?
O urso abraçou um, e então ficaram dois.
Dois negrinhos brincando ao sol, sem medo algum;
Um deles se queimou, e então ficou só um.
Um negrinho aqui está a sós, apenas um;
Ele então se enforcou, e não ficou nenhum.

Dez pessoas são convidadas pela mesma pessoa a passar um fim de semana em uma ilha praticamente deserta. Nenhuma dessas pessoas sabe quem as convidou. No quarto de cada um tem um poema que é uma antiga canção infantil, contando a história de dez negrinhos.
Na primeira noite, durante o jantar, uma voz ecoa na casa acusando cada pessoa de ter cometido um crime diferente. Na mesa tem dez estátuas , mas um deles some quando um dos convidados morre misteriosamente.
As mortes vão ocorrendo de acordo com o poema e os negrinhos também vão sumindo. Ninguém na casa confia no próximo. Cada um faz sua própria comida com medo de um possível envenenamento e passam as horas espreitando uns aos outros.
Contar como termina essa história seria uma lástima pra você, meu caro leitor. (mais…)

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