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Posts Tagged ‘trilha sonora’

Por Beto Carlomagno

Apenas Uma Vez (Once, 2006)

 

Nesse fim de semana resolvi que vou ver todos os filmes que o livro 1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer indica, ou pelo menos tentar, leve o tempo que levar. Olhando a lista, fui marcando os que eu já havia visto e me deparei com o filme tema desse post na lista. Como eu o tinha em casa resolvi ver ontem mesmo, e, ao final, a única pergunta que me vinha à cabeça era: “porque demorei tanto para ver esse filme?”.

Apenas Uma Vez, um pequeno filme Irlandês de 2006, acompanha um homem (Glen Hansard), que trabalha com o pai em uma loja de aspiradores e, no seu tempo livre, toca na rua a troco de pequenas quantias que recebe dos transeuntes; e uma mulher tcheca (Markéta Irglová), que vive em Dublin, e vende rosas nas ruas para sustentar a família. Além disso, ela é uma pianista que, sem condições para ter seu próprio piano, toca durantes seus intervalos para o almoço em uma loja de instrumentos. A paixão pela música aproxima os dois e o tempo – e insistência dela – faz com que criem um forte laço de amizade e até romance, além de uma parceria musical.

A história não é rebuscada e nem cheia de reviravoltas. É um roteiro simples, porém bem escrito, que é conduzido com maestria pelo diretor John Carney e que se transforma em uma das mais belas histórias já contadas no cinema graças às belas músicas que conduzem o filme. Apenas Uma Vez pode ser considerado um musical, mas não divide em nada o histerismo e a cara de superprodução que a maioria do gênero apresenta. Em alguns momentos o filme se aproxima do tom documental, fazendo com que pareça quase um pequeno documentário feito durante a gravação de um álbum ou de uma turnê. O diretor e o diretor de fotografia se valem da câmera na mão durante toda a produção para criam uma proximidade do espectador com o filme, tornando quase íntimo. O filme é praticamente um registro caseiro da rotina dessas duas figuras interessantíssimas.

Apenas Uma Vez ganha sua audiência já logo na primeira cena, mostrando a incrível habilidade do protagonista com seu violão e sua incrível voz. E não dá para não falar das belas letras compostas para o filme. As canções falam sobre amor e decepção de uma forma bela e comovente. Desafio qualquer pessoa a não se emocionar com esse filme. E a produção só ganha com o fato dos protagonistas serem os verdadeiros compositores e cantores. O filme levou o Oscar em 2008 de melhor canção para a música Falling Slowly, sem dúvidas a mais bela do filme e que acompanha um dos mais tocantes momentos da produção. A dupla também tem feito shows como parte da promoção de um álbum lançado pelos dois na época do filme, The Swell Season. Eles passaram pelo Brasil agora em agosto, com pequenos shows em São Paulo e no Rio.

 

p.s. Esse post foi escrito ao som da ótima trilha sonora do filme que inclui todas as belas músicas cantadas pela dupla na produção. Fica a dica, veja o filme e ouça a trilha.

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por Leonardo Caruso

gracepotter.com

Nosso amigo e colunista Beto Carlomagno já escreveu no Londripost a respeito do filme Alice no País das Maravilhas, com super efeitos especiais 3D, dirigido por Tim Burton e em cartaz nos cinemas de todo Brasil.Ao final do post, ele mencionou a trilha não original, mas inspirada no filme, Almost Alice. Em português a tradução poderia ser algo como “Quase Alice”.

E o que tem de especial em Quase Alice. A começar pelo nome, o álbum reflete parte do enredo do filme, no qual Alice vai se (re)descobrindo como Alice. Reflete também a diversidade criativa que são os livros de Lewis Carroll e os filmes de Burton. As baladas predominam, variando de um pop dançante a um rock de balançar as cabeças.

Dezesseis faixas de artistas distintos que dominam as paradas internacionais deixam sua palhinha no CD, dentre eles: Avril Lavigne, Franz Ferdinand, Wolfmother, Kerli, 3OH!3 e Neon Hitch, Tokio Hotel e Owl City. O nome das músicas também tem a ver com Alice no País das Maravilhas, como “Alice” da Avril e “White Rabbit” de Grace Potter and the Nocturnals.

Alice está presente no filme e é a carro-chefe da trilha, mas, particularmente, recomendo algumas outras músicas do álbum, como “Her Name is Alice”, de uma banda chamada Shinedown, “Follow Me Down” do 3OH!3 e Neon Hitch e “Welcome to Mistery” dos Plain White T’s.

Impossível de se cansar de ouvir e realmente viciante, Almost Alice é um item obrigatório para quem adora música, para quem ama CDs, para quem é fã dos livros de Lewis Carroll, dos filmes de Tim Burton ou simplesmente para aqueles que adoram baixar um trilha sonora diferente pelo torrent.

Serviço:
Almost Alice
CD
R$39,90
Livrarias e Sites Especializados em Vendas
*Pode ser baixado no iTunes e outros serviços de download pago

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por Lígia Zampar

Vamos lá, gente. Natal chegou e com ele, aquelas coisas que a gente adoooora na época…

1. Presentes:  Você nunca recebe o que pediu. A maioria dos presentes não presta ou não serve. Se lhe dão sapatos, eles são 2 números abaixo do seu. E a sua tia acha que você ficará um charme com a camisa havaiana com estampas de coqueiros que comprou. Em compensação, você ganha um estoque de meias para uma década. Todas de cor bege com bolinhas vermelhas.

2. Programação de TV: Além dos especiais acima citados, os canais são invadidos por filmes natalinos. Você vê a 385ª reprise de “O milagre da rua 34”. Sem falar na overdose de filmes que se passam na Roma antiga. A quantidade de marmanjos usando saias e sandálias só é superada por festas gays à fantasia.

3. Bonificações: Todo mundo aparece para te pedir o“bônus de natal”. O cara que limpa o bueiro, o carteiro, o lixeiro que adora deixar metade do lixo espalhado na frente da sua casa (fora do saco, claro) e até um guarda noturno que você nunca viu na vida.

4. Retrospectivas: Tudo aquilo que você tentou esquecer durante o ano é lembrado por jornais e telejornais. Crises, guerras, assassinatos, etc. Você assiste e lê tudo e depois não consegue dormir na noite da virada, com medo do fim do mundo.

5. Trilha sonora: Em todos os lugares, nas lojas e supermercados, você só ouve “Jingle Bells” tocada por harpas paraguaias. Ou “Bate o sino” entoada por um coral de crianças desafinadas. Pior: Simone arrepiando em uma cover de John Lennon : “Então é natááál…um tempo féééééélishhhhhh!”

E a novidade é que tem show do Roberto Carlos no fim do ano… de novo!

6. Visitas familiares:  Por mais legal que seja a sua família, tem sempre algum parente pentelho. E ele vai te visitar. Se não são aqueles seus priminhos pestinhas que adoram quebrar seus vasos, são aqueles tios distantes que aparecem para tomar um café. E acabam jantando.

7. Repetições: Tem filme da Xuxa, 13º curto e matérias televisivas mostrando como o réveillon é comemorado em capa parte do ano – incluindo um repórter dizendo que “No Japão, o ano novo já começou!”. Tudo igual, inclusive o seu tédio diante de tudo isso.

8. Porre: Tem sempre alguém que exagera nas festas. Se não é você que fica bêbado e dá vexame, é um convidado que se encarrega de beber tudo e mais um pouco para depois vomitar a ceia inteira. E em cima do seu sofá novo.

9. Ano novo: Quando chega janeiro você pensa : “Ufa. Enfim acabou tudo”. Que nada. É a hora em que a conta do seu cartão chega…

Emprestado do Megacubo, que emprestou do Barato Louko, que deve ter emprestado de algum outro lugar…

Pessoinhas, apesar disso tudo,  o Londripost deseja um ótimo Natal pra todos vocês!

Boas Festas!

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